Presos da Alemanha passam a trabalhar como caminhoneiros

Como já noticiamos várias vezes aqui no Blog do Caminhoneiro, países de primeiro mundo tem enfrentado uma escassez de motoristas profissionais sem precedentes na história. E não há nenhuma solução imediata para o problema, apenas medidas paliativas, que conseguem suprir a demanda em algumas áreas, mas não resolvem o problema como um todo.

Na Alemanha foi apresentado recentemente um programa de reinserção de presidiários no mercado de trabalho. Esses presos por crimes de baixa gravidade, como agressão, são convidados a trabalharem em serviços de transporte municipais, como coleta de lixo.

É o caso de David B. (Nome completo não divulgado), que cumpre pena de dois anos e oito meses por agressão em uma prisão federal alemã, em regime semi-aberto. Ele trabalha diariamente com um caminhão da empresa de coleta de lixo Suez.

Além do setor de transporte, detentos podem trabalhar em empresas de artesanato, indústria de limpeza, e em empresas especializadas em restaurações.

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Os presidiários são bons funcionários. Devido ao rigor das leis carcerárias, eles devem cumprir horários, manter a postura e se comportar. Qualquer mudança de comportamento, tentativa de fuga e etc. é punida com muita severidade, e o presidiário perde o direito de trabalhar fora.

Apesar do rigor, o trabalho tem reduzido drasticamente a taxa de reincidência em crimes. Por terem um trabalho, após saírem da prisão, os ex-presidiários continuam trabalhando, passam a estudar e mudam completamente de vida.

David, o motorista de coleta de lixo, precisou tirar carteira de motorista profissional, e ainda esperou dois meses para ser contratado. A empresa demorou a aceitar um prisioneiro em seu quadro de funcionários, mas, depois da contratação, viu que é um ótimo negócio e pretende ter mais presidiários trabalhando com caminhões.

David foi um ótimo exemplo, sabendo no que queria trabalhar, participando ativamente do treinamento para obtenção da carteira de motorista, e também fazendo outros cursos, como treinamento anti-violência. Após a capacitação, ele enviou currículos para doze empresas, e foi chamado para seis entrevistas. Apenas em uma ele foi perguntado sobre o motivo da prisão. De acordo com a lei alemã, ele não precisaria responder.

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Hoje ele trabalha com vários tipos de caminhões de lixo, e usar um tablet para gerenciar rotas. Apesar de receber um salário normal, tem pouco dinheiro à sua disposição, já que deve cerca de 250 mil euros por causa do crime que cometeu. Entre custos judiciais, indenizações e dívidas bancárias, trabalhará por bastante tempo pagando essa conta. Mas ele não desanima. Diz que o trabalho é necessário e que está bem para continuar. Com informações do jornal Badische Zeitung.