A física é quem profetiza

Embora o trecho seja bem conservado e com sinalização correta de velocidade máxima limitada a 20 km/h, sem entrar no mérito se a geometria atende ou não aos demais critérios de construção, podemos identificar os riscos para esses conjuntos:
– Declive acentuado de 5% em média para o trecho, induzindo conjuntos de elevado Peso Bruto Total Combinado – PBTC, como nos conjuntos do tipo CVC de 74 tons (bitrem e rodotrem), a ganhos de velocidade;
– Raio da curva pequeno: em torno de 24 metros na linha central, gerando aceleração lateral elevada, mesmo em velocidades baixas;
– O final da alça exige um sobre-esterçamento do volante para trazer o veículo-trator para uma linha mais interna da curva. Esse movimento gera redução do raio da manobra e por consequência, aumento da aceleração lateral;
– A alça de acesso adentra na rodovia principal em um pequeno aclive, o que também induz o condutor dos CVCs a aumentar a velocidade no final da alça.
Todos esses fatores foram identificados e mensurados com precisão pela simples passagem pela alça do equipamento para o Rotograma Inteligente ANJO S-Track. O exemplo do resultado do mapeamento está no quadro a seguir:
O vídeo ilustra a “aventura” de acompanhar um CVC nesse trecho:
Para o conjunto Bitrem 9 eixos, o tombamento prematuro da unidade traseira pode provocar o tombamento de todo o conjunto em função do tipo de engate pino-rei com 5a-roda. Para conjuntos do tipo rodotrem, pode resultar em tombamento apenas da unidade traseira, em função do seu engate automático da 2a unidade.
A simulação do tombamento típico nessa alça está no vídeo a seguir:
Mesmo que o trecho atenda aos requisitos técnicos dos antigos Manuais de Projeto Geométrico de Rodovias para esse tipo de interseção, é importante identificar se esses Manuais atendem as exigências para a passagem segura desses novos conjuntos de veículos de cargas.
Mais informações sobre ao sistema de rotograma inteligente ANJO S-Track: contato@trs.eng.br

A reportagem diz tudo: “Mesmo que o trecho atenda aos requisitos técnicos dos antigos Manuais de Projeto Geométrico de Rodovias para esse tipo de interseção, é importante identificar se esses Manuais atendem as exigências para a passagem segura desses novos conjuntos de veículos de cargas.” Gravíssimos erros de engenharia em estradas brasileiras têm causado enormes prejuízos e funestos acidentes. Depois alegam que tudo estava conforme os “Manuais” à época da construção. Acontece que o mundo evolui e se transforma; Um Manual de 10;;;15;;;20 anos atrás não pode ser parâmetro para os dias atuais.
Parabéns pela reportagem e parabéns equipe técnica do estudo em questão basta a concessionária resolver esse problema talvez colocando um desnível chamando o veículo para dentro . E as transportadoras aceitarem o argumento do profissional.ou ainda colocar placas alertando sobre esse perigo oculto