Mercedes-Benz destaca HVO como solução redução das emissões de gás carbônico

por Blog do Caminhoneiro

Atenta às demandas dos clientes, às tendências de mercado e à realidade da infraestrutura de abastecimento de combustível no Brasil, a Mercedes-Benz destaca o uso do HVO (Hydrotreated Vegetable Oil ou Óleo Vegetal Hidrotratado) como solução imediata para reduzir a emissão de gás carbônico (CO2) por caminhões, ônibus e veículos comerciais leves no País.

“Por sua tradição histórica e as grandes reservas existentes, o diesel é o combustível mais usado no Brasil e no mundo. Mas temos que investir em outras alternativas e o biocombustível de 2ª geração, como o HVO, é uma solução muito interessante que pode ser implementada já”, ressalta Camilo Adas, gerente sênior de Desenvolvimento de Produto da Mercedes-Benz do Brasil. “Para que isso aconteça é necessário torná-lo economicamente viável”.

O executivo aponta importantes vantagens da utilização desse combustível alternativo. “Com o abastecimento de 100% de HVO no veículo, pode-se reduzir em até 85% a emissão de CO2 no meio ambiente”, diz Camilo Adas. “Além disso, ele pode reduzir as emissões de Material Particulado (MP) e de Óxidos de Nitrogênio (NOx) entre 10% e 15%”.

O Brasil é rico na oferta de produtos de origem vegetal e gordura animal, criando possibilidades para a produção de biocombustíveis como o HVO, que se mistura perfeitamente ao diesel sem restrição nenhuma, podendo ser utilizado em qualquer caminhão, ônibus ou vans, de motores Euro 0 a Euro 5 e legislações futuras, sem necessidade de modificações no motor e no veículo.

Outra grande vantagem desse biocombustível é que não é necessária nenhuma alteração na infraestrutura de logística de distribuição ou na garagem da empresa de transporte, o que viabiliza ainda mais o uso imediato.

Com domínio de várias tecnologias, marca investe em multisoluções

A Mercedes-Benz investe em multisoluções para a redução de emissões no Brasil. O Grupo Daimler detém várias tecnologias alternativas ao uso do diesel fóssil, como o Biodiesel HVO, Híbrido, células de combustível em modo experimental e elétricos, já em operação regular em vários mercados. Com infraestrutura adequada e custos operacionais compatíveis para o mercado brasileiro, essas soluções podem ser trazidas para operação no País por meio da marca Mercedes-Benz.

Em relação à alternativa dos veículos elétricos – tema bastante associado à mobilidade urbana – a Mercedes-Benz do Brasil já participa de algumas iniciativas no País, em parceria com a Eletra. Mas a utilização dessa alternativa ao diesel também terá que passar por infraestrutura adequada, ser economicamente viável para as empresas de transporte e os usuários, além de uma política de planejamento no País, a fim de garantir essa opção muito importante no futuro.

“A renovação de frota também é uma solução de curto prazo que pode trazer impactos muito positivos em termos de redução de emissões”, afirma Camilo Adas. “Se a idade média da frota de caminhões, atualmente por volta de 15 anos, cair para 5 anos, já aí teremos um impacto extremamente positivo na qualidade do ar e na preservação ambiental”, diz ele. “Na cidade de São Paulo, por exemplo, metade dos cerca de 14.500 ônibus urbanos ainda precisa ser renovada com veículos Euro 5. Quando chegarmos aos 100% da frota, os ganhos ambientais serão mais evidentes e a qualidade do ar nas grandes cidades dará um salto espetacular”.

O desenvolvimento dos motores diesel tem produzido resultados muito positivos em termos de redução de emissões de poluentes, como Óxidos de Nitrogênio e Material Particulado. Com a legislação atual, o Proconve P7 (Euro 5), o Brasil avançou muito nesse campo. Além disso, há potencial para mais reduções, que virão com a chegada da norma equivalente ao Euro 6 ao Brasil, prevista para 2023, que é ainda mais rigorosa.

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