Navio de 400 metros encalha no Egito e pode fazer o preço do diesel subir no Brasil

por Blog do Caminhoneiro

O gigantesco navio cargueiro Ever Given é o protagonista de uma história para lá de inusitada, e que vai trazer impactos econômicos no mundo inteiro. O navio bloqueou totalmente a passagem de outros barcos pelo Canal de Suez, no Egito, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.

O canal foi construído nos anos de 1800, como forma de acelerar o transporte de mercadorias entre o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo. Se o canal não existisse, a volta dos navios ao redor da África para chegarem à Europa teria mais de 7 mil quilômetros.

O canal tem 193 quilômetros de comprimento, com 205 metros de largura e 24 de profundidade no centro, e permite a passagem dos maiores navios do mundo pelo local. Diariamente, mais de 50 navios passavam pelo canal, com as mais diversas cargas. Mas, na última terça-feira, tudo mudou.

Ventos fortes e uma tempestade de areia empurraram o navio Ever Given, que pertence à empresa Evergreen, de Taiwan, para a margem do canal. O bico (bulbo) do navio acabou sendo enterrado na margem, que é rasa, e o navio, de 400 m de comprimento, 59 m de largura, 220.000 toneladas e capacidade para transportar até 20.000 contêineres de 20 pés, ficou encalhado no local.

Máquinas já estão desenterrando o bulbo do navio, e uma frota de oito dos mais poderosos rebocadores puxam o navio, sem sucesso.

Pouco mais de 24 horas depois do acidente, o preço do barril do petróleo já teve alta. Pelo Canal de Suez passam mais de 30% de todos os contêineres do mundo, e dezenas de navios petroleiros também passam diariamente pelo trecho. São mais de 4 milhões de barris de petróleo atravessando o canal todos os dias.

Como a Petrobras adota a Política de Paridade de Importação, usando, entre outros aspectos, o valor do petróleo no mercado internacional para chegar ao valor dos combustíveis vendidos nas refinarias, é provável que os preços do diesel e gasolina no Brasil subam, se o navio não desbloquear o canal.

A fila de navios para atravessarem o canal só aumenta, e já estão sendo estudadas rotas por outros mares, evitando o canal, com maior tempo de viagem e uma alta considerável nos custos do frete marítimo.

A operação para retirada do navio gigantesco pode demorar até duas semanas. O prejuízo diário chega a US$ 9,6 bilhões. A posição do navio em tempo real pode ser acompanhada no link https://www.marinetraffic.com/pt/ais/home/shipid:5630138/

Curiosidades do gigante

O navio é um dos maiores do mundo para transporte de contêineres, e, também usa um dos maiores motores diesel disponíveis no planeta. Os números são impressionantes.

O motor é o MAN B&W 11G95ME-C9, que tem 26.977 litros de deslocamento, equivalentes a 2.075 motores 13 litros que equipam boa parte dos caminhões atualmente.

São onze cilindros em linha, funcionando em ciclo dois tempos, com potência total de 80.648 cavalos, girando a 80 RPM. Cada cilindro tem 950 mm de diâmetro, e o curso do pistão é de 3,46 metros. Mesmo com tamanha potência, o navio navega a 22 nós, cerca de 42 km/h, em velocidade máxima.

Quanto ao combustível, o navio consome cerca de 350 toneladas de diesel diariamente.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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1 comentário

Rodrigo 27/03/2021 - 21:22

Os caras pheidam lá onde Judas perdeu as botas e os ladrões safados já querem arrumar desculpa pra fazer isso respingar em nós aqui!!!

O Pré Sal é AQUI DO LADO, O PETRÓLEO ERA NOSSO ATÉ ESSA JARARACA DESSA petrobras COMEÇAR A SER DESMONTADA NO GOVERNO temer E SER ACABADA NESTE DESGOVERNO DO bolson!

SE TIVÉSSEMOS UMA CONCORRÊNCIA DECENTE DE EMPRESAS REFINANDO E VENDENDO AQUI OS DERIVADOS DO PETRÓLEO DO PRÉ SAL NÃO TERÍAMOS QUE DEPENDER DE importações!

UMA ÚNICA EMPRESA COMANDANDO JUNTO COM IMPORTADORES O RESULTADO É O SAQUE AOS NOSSOS BOLSOS! É FHODA HEIN? PAÍS LIXO!

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