Conheça o maior caminhão do mundo, que tem potência de seis Volvo FH e transporta seis rodotrens de carga

por Blog do Caminhoneiro

3.430 cavalos de potência e torque de 18.626 Nm a 1.500 RPM, originários de dois motores MTU DD 16V4000, com potência individual de 1.715 cavalos, e capacidade de carga de 450 toneladas. Esses são os números do mastodonte dos transportes nas minas.

Trata-se do BelAZ 7571, fabricado pela empresa do Belarus, BelAZ, a maior fabricante de caminhões basculantes para mineração e equipamentos de transporte do mundo. O modelos é equipado com dois eixos, com rodagem dupla, totalizando oito pneus, nas medidas 59/80 R63, com tração 4×4 e todos os pneus esterçáveis.

Esses também são os maiores pneus do mundo, produzidos pela Michelin, com 4 metros de altura e 1,50 de largura, pesando mais de 5 toneladas cada.

Vazio, o gigante pesa incríveis 360 toneladas, podendo transportar 450 toneladas sobre sua caçamba, totalizando 810 toneladas. Para mover todo esse peso, os dois motores tem cilindrada de 65 litros, com 16 cilindros em V. A força dos motores é direcionada para uma transmissão diesel-elétrica desenvolvida pela Siemens, a MMT500, que eleva a potência total do caminhão para 4.600 cavalos.

Apesar da força, a velocidade máxima do bruto é de apenas 64 km/h. Ele mede incríveis 20,6 metros de comprimento, com 8 metros de entre-eixos, tem 9,87 metros de largura, e 8.16 de altura.

De acordo com a BelAZ, o consumo de combustível é de 750 litros por hora, mas, como o pesado tem tração nas quatro rodas, economiza cerca de 10% no consumo de combustível. Além disso, a tração 4×4 garante um desgaste mais equilibrado dos componentes do caminhão, e, como todas as rodas esterçam, o raio de giro é de apenas 19,8 metros.

Ele é equipado com freios a disco em todas as rodas, e conta com um retardador elétrico, acionado pelos motores elétricos de tração das rodas, que usam as pressurizado para resfriamento.

Para levantamento da caçamba, são usados dois pistões hidráulicos, e o sistema é o mesmo que aciona freios e o sistema de direção.

O caminhão pode operar em minas de todo o planeta, em temperaturas que podem variar de -50ºC a 50ºC. Para os locais mais frios, como a Sibéria, para onde foi o primeiro 7571 produzido, o modelo conta com uma unidades que mantém o motor aquecido, para evitar o congelamento, mesmo que o caminhão fique desligado por muitas horas.

Por segurança, ele conta com um sistema integrado de combate a incêndios, que pode ser acionado remotamente. Os pneus também tem tecnologia, e informam suas condições à torre de controle da mineradora, principalmente na questão da pressão.

Outra tecnologia de segurança é um alarme, instalado na cabine, de proximidade de linhas de alta tensão.

O motorista conta com uma cabine pequena, mas confortável, instalada a cerca de seis metros do chão. Para acessar, ele pode usar duas escadas, uma vertical e outra diagonal, instaladas na dianteira da cabine.

O caminhão é tão grande, que seria impossível circular na maioria das estradas convencionais. Por isso, ele é vendido desmontado, e a finalização da construção é realizada dentro das instalações da mina onde o caminhão será usado.

O preço do gigante fica próximo aos US$ 7,5 milhões, cerca de R$ 40,8 milhões cada um.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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