Mais de 14 mil cargas foram roubadas nas estradas brasileiras em 2020

por Blog do Caminhoneiro

De acordo com dados disponibilizados pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), foram 14.159 ocorrência de roubos de cargas nas estradas brasileiras no ano passado. As informações são colhidas de fontes formais e informais, e o relatório é apresentado anualmente desde 1998.

Apesar do número expressivo, houve uma queda acentuada no número de ocorrência, de 23% em relação a 2019, quando foram registradas 18.382 cargas roubadas. Os prejuízos somam mais de R$ 1,2 bilhão.

“Desde 2017, onde tivemos o maior número de ocorrências desde que nossa área de segurança vem monitorando, estamos acompanhando uma redução, e isso é positivo, mas mesmo assim estamos falando de milhares de roubos em todo o Brasil, e a NTC, juntamente com os órgãos públicos e privados vão continuar trabalhando para que esses crimes não aconteçam mais”, afirma o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio.

A redução decorre do alto investimento das empresas em tecnologia e medidas de segurança em suas operações, permitindo uma resposta mais rápida às tentativas de crimes, e também ao trabalho dos órgãos de segurança pública, que tem atuado com mais rigor nos últimos anos.

“Os números do roubo de cargas no Brasil em 2020, reafirmam uma tendência de queda nesse delito ao longo dos três últimos anos. Isso se deve ao trabalho dos organismos policiais e aos grandes investimentos das transportadoras em tecnologias e processos de gerenciamento de riscos. Os números ainda são elevados, mas estamos no caminho certo no enfrentamento desse problema”, comenta o assessor de segurança da entidade e responsável pelo levantamento, Coronel Paulo Roberto de Souza.

O maior número de ocorrências é registrado na região Sudeste, que concentra cerca de 81% dos delitos. Em seguida, aparecem as regiões Sul, com 8,89%; Nordeste, com 6,66%; Centro-Oeste, 1,91%; e, por último, a região Norte, com 1,21%.

Entre os produtos mais visados, estão os gêneros alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos, combustíveis, bebidas, artigos farmacêuticos, autopeças, defensivos agrícolas e têxteis e confecções.

Confira aqui, a íntegra da pesquisa

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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