Primeiros implementos fabricados pela Guerra devem ficar prontos em setembro

Após a massa falida da Guerra, de Caxias do Sul-RS, ser adquirida, em leilão, pela Rodofort, de Sumaré-SP, a empresa voltará a produzir implementos em setembro. O primeiro produto fabricado deverá ser um semirreboque graneleiro, marcando a volta da empresa quatro anos após a interrupção das atividades.

“O cronograma de reativação estão caminhando dentro do previsto e em breve os produtos da Guerra estarão novamente rodando pelo Brasil afora”, afirma Alves Pereira, diretor-geral da Rodofort.

A equipe que trabalha na reativação da marca já conta com 30 colaboradores, número que deverá chegar a 100 até setembro, quando as primeiras unidades deixarão a linha de montagem da empresa. A maioria das contratações está sendo realizada na região de Caxias do Sul, porque é um polo produtor de implementos e já existe mão de obra especializada.

O trabalho atual da equipe tem sido checar o estado do maquinário da Guerra, há quatro anos parado, além de verificar e limpar todas as demais instalações, da linha de produção e dos escritórios até os jardins.

“Tivemos a surpresa positiva ao constatar o bom estado em que se encontra o maquinário da Guerra. A equipe de manutenção da empresa fez um ótimo trabalho”, completou o executivo.

A Rodofort adquiriu a Guerra em leilão por R$ 90 milhões, e estão sendo realizados investimentos na casa dos R$ 10 milhões para a reativação da produção. Esse valor inclui as manutenções e aquisição de matéria-prima, além da contratação e treinamento de pessoal.

A nova Guerra irá operar de forma complementar à Rodofort, com produtos da linha pesada, como Basculante, Tanque e Graneleiro. Já a unidade industrial em Sumaré fabricará os modelos Sider, Baú, Porta-contêiner e Florestal. A estimativa de produção das duas empresas é de 2.350 unidades até o final do ano, sendo 2.100 da Rodofort e 250 da Guerra.

“Quando a produção for reiniciada estaremos trazendo de volta ao setor de transporte uma das marcas mais emblemáticas de sua história. Para todos nós é motivo de muito orgulho participar do trabalho de retorno ao mercado da Guerra”, finalizou Alves.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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