Estudo da Cummins mostra que peças paralelas podem ser um péssimo negócio

por Blog do Caminhoneiro

A Cummins realizou um estudo muito amplo, comparando as peças que a empresa fabrica e peças de diversas outras marcas encontradas no mercado, com um total de 237 itens avaliados. O objetivo é conscientizar o mercado de reposição e, principalmente o consumidor final, sobre os riscos envolvidos no uso de componentes não genuínos.

Os testes realizados pelo setor de engenharia da empresa mostram que nenhuma peça paralela, como pistões, anéis, válvulas, camisas de cilindros, bielas e pinos, além de itens ainda menores, como molas e anéis de retenção, passou nos testes, medições e especificações originais, que são definidas pela fabricante.

Entre os testes, foram realizados inspeções visuais e medições mais detalhadas como pedem os padrões de inspeção Cummins, além de análises dimensionais, composição química e dureza de cada componente. Um trabalho minucioso e complexo, visto que muitas vezes o olho humano não consegue discernir diferenças entre uma peça genuína e sua equivalente no mercado.

Em peças críticas, como o encaixe de um anel dos pistões, que seja apenas alguns milésimos de milímetro menor do que uma peça original, pode resultar em perda de potência, lubrificação insuficiente, maior consumo de combustível, desgaste prematuro e até mesmo uma grave falha do motor.

Para a Cummins, o teste mostrou mais uma vez que as peças genuínas cumprem todos os padrões de eficiência, confiabilidade e durabilidade especificadas pela fábrica. As similares, em sua totalidade, como mostrou o estudo, não atendem a especificações críticas, seja do ponto de vista dimensional ou de materiais.

A orientação da Cummins para quem opta por economizar na compra de itens não genuíno é levar em conta o custo benefício, proporcionado pela utilização de peças genuínas e não somente o comparativo de preços. Além da perda de produtividade devido à redução de desempenho dos equipamentos, os custos operacionais acabam sendo mais elevados pelo maior consumo de combustível e até mesmo dos consequentes gastos com manutenções não programadas.

Benefícios das peças genuínas

Dentre os resultados comparativos obtidos nos testes realizados pelos seus engenheiros, a Cummins cita alguns dados para ilustrar problemas decorrentes do uso de peças sem garantia da fabricante, com destaque para o pistão, que funciona sob condições extremamente exigentes e é considerado o coração do motor.

Enquanto o pistão original é projetado para suportar altas temperaturas, sendo 31% mais resistente devido à tecnologia e os processos de fabricação utilizados, o produto não genuíno apresentou dimensões fora das especificações Cummins que podem comprometer: performance, emissões, consumo de combustível e durabilidade do motor.

Em relação especificamente às camisas de cilindro, a dureza da peça genuína é 10% maior, por conter 65% mais níquel e cobre, além de proporcionar uma superfície uniforme para a correta acomodação do conjunto pistões e anéis. A relação geométrica entre a camisa, pistões e bloco de cilindros é extremamente crítica para o correto funcionamento do motor dentre seus benefícios, baixo risco de falhas prematuras, maior durabilidade e melhor temperatura de operação.

Já as camisas de cilindro não genuínas apresentaram raios de entrada fora do especificado, podendo ocasionar vazão de gases e perda de potência, canal de alojamento no bloco 8% menor que o especificado, além de ocasionar vazamento de líquido refrigerante, bem como trincas e falhas prematuras.

As camisas não genuínas também apresentaram diâmetro externo menor que o especificado em 1%, o que pode ocasionar: aumento de vibrações, pressão de encaixe da camisa fora do especificado, mistura de óleo e líquido de arrefecimento além de degradação do anel de vedação.

As bronzinas de bielas Cummins são fabricadas utilizando 6 camadas de diferentes materiais que visam garantir maior durabilidade e melhor proteção contra degradação e falhas catastróficas. Por sua vez, as bronzinas não genuínas analisadas apresentaram apenas 3 materiais em sua construção, aumentando o risco de desgaste e falhas prematuras, além de baixa durabilidade.

Essa precisão no projeto desenvolvido pela fábrica se reflete em maior durabilidade e confiabilidade sob condições extremas de funcionamento, além de menor risco de falha grave. Ou seja, menores custos operacionais, maior rentabilidade e, antes de tudo, maior tranquilidade no uso diário do equipamento para quem investe nas peças genuínas.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

Deixe um comentário!