Maioria dos caminhoneiros usa redes sociais, mas ainda evitam compras online

por Blog do Caminhoneiro

A Repom, especializada em soluções de gestão e pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga, realizou uma pesquisa com caminhoneiros de todo o Brasil, para tentar entender mais sobre o comportamento e perfil de consumo desse público. A maioria dos entrevistados era de São Paulo e Minas Gerais, e já trabalha com transporte há mais de dez anos.

O levantamento aponta que 66% dos entrevistados fazem uso das redes sociais mais tradicionais, como Facebook e Instagram, ante 32% que não aderiram a nenhuma delas. Ainda segundo o estudo, grande parte dos entrevistados também não se identifica com programas de rádio específicos ou com influenciadores voltados ao ramo de atividade.
“Essas informações são valiosas para nos aproximarmos ainda mais desse público e entendermos como eles vêm sendo impactados com as transformações culturais e tecnológicas”, destaca Vinicios Fernandes, diretor de produtos e desenvolvimento de negócios da Repom.

Quando perguntados sobre qual a melhor forma de serem contatados, 52% elegeram o aplicativo de mensagens instantâneas, como WhatsApp, com preferência para mensagens de áudio. Quanto ao uso de aplicativos diversos, acessados pelo celular, o WhatsApp também é o preferido, e 11% dos entrevistados informaram utilizar apenas aplicativos que os ajudam em demandas bancárias e com informações sobre frete. Outras plataformas, como e-mail, GPS, canais de notícias, músicas e jogos, foram pouco lembradas.

“Na Repom reconhecemos o papel vital que algumas ferramentas de comunicação como o WhatsApp desempenham na vida dos caminhoneiros e fazemos questão de explorá-las para um diálogo cada vez mais próximo e eficaz. Observamos que iniciativas que criam laços de proximidade com o caminhoneiro, como a campanha Premiados da Estrada, em que concorrem a prêmios mensais em dinheiro e podem fazer o cadastro por meio do nosso canal no WhatsApp, vem registrando grande adesão de público devido a facilidade de uso desse canal estratégico”, observa Fernandes.

Entre os caminhoneiros ouvidos, 49% dizem que não realizam compras pela internet. Porém, quando questionados sobre o fato de a pandemia de covid-19 ter impactado hábitos de compra, a resposta foi que as compras permaneceram com o mesmo padrão anterior. Ou seja, a maioria apontou que não houve aumento por causa do cenário.

Dos entrevistados que afirmaram comprar pela internet, 43% costumam adquirir peças e acessórios para o caminhão, seguidos de eletrodomésticos e eletrônicos, com 29% das respostas. Já as compras pelas redes sociais não caíram no gosto dos caminhoneiros: 73% afirmaram que ainda não se sentem seguros nesses ambientes.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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