Piggy Back – O curioso sistema de transporte de caminhões novos nos Estados Unidos

por Blog do Caminhoneiro

Em filmes, séries e até mesmo em simuladores de caminhões você já deve ter visto um cavalo mecânico transportando diversos outros caminhões, sem o uso de uma carreta. Esse sistema é conhecido como transporte por caminhão sobreposto, popularmente chamado de Piggy Back.

Geralmente, o engate entre os caminhões é bem simples. Eles recebem um equipamento fixado ao chassi ou ao eixo dianteiro, que é acoplado à quinta-roda do caminhão da frente. Com isso, apenas as rodas traseiras tocam o solo, e apenas um caminhoneiro é necessário para realizar a entrega de até cinco caminhões novos.

A legislação norte-americana permite que seja realizado o engate de até quatro caminhões ao caminhão de tração, o que pode variar conforme o comprimento e peso total dos veículos.

A grande vantagem desse sistema é a economia de combustível e de recursos. Como um só motorista pode realizar a entrega de vários caminhões, existe mais disponibilidade de condutores para realizar entregas. O sistema também é simples para ser acoplado e desacoplado do veículo principal, garantindo agilidade na operação. Outra vantagem é que não é necessária amarração adicional, com cintas ou correntes.

O engate direto na quinta-roda também é muito seguro, já que a peça é dimensionada para o engate de carretas muito mais pesadas que os caminhões. Os caminhões compartilham o sistema de freios e também a parte elétrica.

Um detalhe importante para garantir a segurança da operação é que os pneus dos veículos precisam estar em perfeito estado de conservação e com a pressão ideal. Isso é exigido pelas leis norte-americanas, já que o transporte tem várias articulações, sendo uma para cada caminhão, e um pneu estourado pode comprometer a segurança de toda a composição.

Em muitos casos, o eixo cardã, que transmite a força motriz da caixa de câmbio para o eixo traseiro, também é desacoplado, para evitar que a caixa de câmbio seja forçada.

É um jeito simples e eficiente de se fazer as entregas de caminhões com uso de menos combustível e permitindo mais agilidade para carga e descarga dos veículos. Será que daria certo no Brasil?

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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