Volkswagen Kombi foi transformada em um cavalo mecânico com carreta na década de 1970

por Blog do Caminhoneiro

Ken Nethkenv é um norte-americano muito talentoso. Trabalhando por décadas com veículos Volkswagen, conhece cada detalhe dos modelos fabricados pela montadora, e foi pelas mãos dele que uma Kombi, chamada de Bus por lá, foi transformada em um cavalo mecânico funcional com carreta.

As informações são um pouco escassas, mas conta-se que ele começou a criar o modelo entre o final dos anos de 1960 e início da década de 1970.

O modelo escolhido para ser transformado foi uma Kombi fabricada em 1959, com cabine simples, que usava uma carroceria de lata antes da conversão.

Ken cortou o chassi do utilitário, e criou uma estrutura que recebeu o motor logo atrás da cabine. Como o motor ficou virado para a frente, a rotação das rodas precisou ser invertida. Atrás do eixo de tração foi instalado um segundo eixo, e a carreta em miniatura recebeu escapamentos verticais.

Depois de chegar próximo ao final da construção do cavalo, ele iniciou o desenvolvimento de uma carreta, que usava um eixo de um Cadillac Eldorado 1970. O engate era feito por meio de uma quinta-roda.

Quando ficou pronto, o implemento imitava uma carreta refrigera, inclusive com um refrigerador na frente do baú. Por dentro, foi criado um amplo espaço para convivência, com uma sala que poderia ser aberta, uma cozinha e na traseira havia um quarto completo.

A Kombi também recebeu modificações na dianteira, com uma grade do radiador falsa, que escondia o tanque de combustível. De acordo com o criador, a tela da grade veio de uma geladeira velha, e a tampa sobre ela permitia o abastecimento com gasolina.

Os faróis também foram modificados, dos modelos mais novos das Kombis, e faróis de neblina faziam a vez dos piscas. Para-choque, espelhos e outros detalhes cromados davam o ar dos caminhões da época à Kombi.

Outro implemento também foi construído, para uso a trabalho, mas não há fotos.

Equipada com motor 1600 refrigerado a ar, a potência ficou muito abaixo do esperado, e, em viagens por rodovias, a velocidade chegava a ficar abaixo dos 50 km/h em alguns trechos, enquanto o veículo era ultrapassado por outras carretas a 100 km/h.

Para garantir um pouco mais de segurança, o eixo traseiro contava com um sistema de freios com um cilindro mestre de Fusca instalado próximo à quinta-roda, que era acionado no mesmo pedal de freio na cabine.

Como o escalonamento da caixa de câmbio não foi alterado, a carreta demorava muito para ganhar velocidade, e o desgaste da embreagem era acentuado.

No final dos anos 1970, a carreta foi vendida para Steve Wargo, da Wargo Motors, que usava o veículo para eventos de suas lojas.

Por muitos anos, a carreta Kombi ficou desaparecida, mas apareceu para venda em 2018. Apesar da Kombi reaparecer, a carreta sumiu, e, pelo menos até hoje, não existe mais nenhum relato sobre ela.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

Deixe um comentário!