Caminhoneiro brasileiro relata situação precária enfrentada na fronteira entre Argentina e Chile

por Blog do Caminhoneiro

Um caminhoneiro brasileiro que está parado na região de fronteira entre Argentina e Chile desde o último dia 30 de janeiro, entrou em contato com o Blog do Caminhoneiro, relatando a situação enfrentada por dezenas de motoristas que aguardam liberação para seguir viagem até o Chile.

O caminhoneiro nos contou que realizou o teste de Covid-19, que teve o resultado positivo. Após a confirmação do resultado, ele foi orientado a aguardar por cinco dias, para realizar novo teste. Ele também diz que não apresenta nenhum sintoma e que já tomou duas doses da vacina.

Os exames, que custavam cerca de 4 mil pesos argentinos (R$ 200,00), tiveram o valor reajustado para cerca de 5.500 pesos (R$ 275,00). Após cinco dias aguardando, o caminhoneiro realizou novo teste, que também deu positivo. Ele afirma que segue sem sintomas.

Além disso, no documento do Sistema Integrado de Información Sanitaria Argentino, a numeração da documentação do caminhoneiro está divergente. Com o número incorreto, ele não sabe se houve erro no preenchimento pelos profissionais de saúde argentinos ou se aconteceu uma troca das amostras coletadas entre os motoristas. O laboratório responsável pelo exame apenas informou, em conversa por aplicativo de troca de mensagens, que o número de documento para motoristas estrangeiros não é importante.

Além desse motorista, dezenas de outros caminhoneiros estão confinados em um local próximo à cidade de Uspallata, que não oferece condições para ficar por tantos dias.

Se liberado para viagem até o Chile, o caminhoneiro destaca que o teste realizado em Uspallata pode não ser aceito na fronteira, tendo que realizar uma nova testagem em Paso Internacional Los Libertadores, na divisa entre os países.

Outro fato informado pelo caminhoneiro é que três outros caminhoneiros, que apresentavam sintomas de Covid-19, fizeram os exames na Argentina e todos três tiveram resultado negativo. Para boa parte dos positivados, como ele, não existem sintomas.

Os caminhoneiros que aguardam os prazos para realização de novos exames seguem sem atendimento das autoridades, ficando à própria sorte até que consigam realizar o exame para seguir viagem.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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