Redução da produção de caminhões força grandes empresas a buscarem ferro-velho nos Estados Unidos

por Blog do Caminhoneiro

Empresas gigantes do transporte rodoviário dos Estados Unidos estão buscando formas de manter seus caminhões rodando a qualquer custo, devido à diminuição do ritmo de produção de caminhões novos, causada pela falta de componentes, especialmente semi-condutores. Algumas encomendas de caminhões novos só serão entregues em abril de 2023, e, com altos números de acidentes, algumas empresas tem buscado reaproveitar veículos que estão nos ferros-velhos dos Estados Unidos, algo impensável há poucos anos.

As montadoras de todo o mundo estão sendo impactadas, desde o final de 2020, com a redução da oferta de diversos tipos de peças para montagem dos veículos, especialmente eletrônicos, borrachas e até mesmo metálicos. Além de reduzir o ritmo de produção, atrasando entregas, essa escassez causa aumento de preços dos veículos. O problema também está reduzindo a oferta de peças de reposição e causando aumento de preços no pós-vendas.

Então, para manter seus caminhões rodando, mesmo após alguns tipos de acidentes menos graves, algumas das grandes transportadoras dos Estados Unidos estão comprando caminhões salvados de leilões, com danos por acidentes maiores, mas que podem fornecer peças para reconstrução de caminhões batidos, com preços menores.

Esses caminhões salvados, na maioria dos casos, não podem voltar a rodar, devido à restrições legais, mas podem fornecer todas as peças que estejam em boas condições. A maior parte das compras é de cabines, capôs e peças mecânicas, como eixos e rodas.

Andrew King, vice-presidente da Heavy Salvage, da Carolina do Sul, disse em entrevista ao The Post, que está vendendo peças para empresas que historicamente não comprariam caminhões salvados.

Entidades de transporte dos Estados Unidos alegam que já faltam entre 85 mil e 100 mil caminhões novos no mercado. Isso se deve ao aumento da demanda de fretes, além da tradicional renovação de frota.

As empresas que compram esses veículos salvados, que podem ter sofrido um acidente, ficado em um alagamento ou tido um foco de incêndio, se mantém ocultas, não admitindo que adquirem peças de veículos salvados, para evitar que os clientes achem que os veículos na estrada fiquem inseguros com as peças usadas.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

1 comentário

Silva 09/03/2022 - 10:05

No Brasil e ao contrario procuram mais usados e batidos reformam e colocam como único dono ou nunca foi batido e vendem como semi novos.

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