Caminhão número 1 milhão da Scania foi doado à Cruz Vermelha e agora está no museu da marca

Para celebrar a produção de um caminhão tão importante, a Scania usou peças de 11 fábricas espalhadas pelo mundo, inclusive do Brasil, que forneceu o bloco do motor. À Scania Argentina coube o envio do diferencial.
O caminhão foi produzido em maio de 2000, revelando o crescimento exponencial que a marca atravessava. Para chegar às 100 mil unidades produzidas, a Scania levou 75 anos. 26 anos depois, chegou-se às 500 mil, e com mais 13 anos,chegou-se à marca de 1 milhão de unidades. Do total, 895 mil eram caminhões e 105 mil ônibus.

O diário de bordo do caminhão mostrava que foram necessárias apenas manutenções preventivas ao longo dos seis primeiros anos de vida do caminhão. Entre as rotas que o caminhão rodou estão Jordânia, Israel e a Faixa de Ghaza, por exemplo, além de locais da África, como a Etiópia.

A restauração se deu pelo histórico do caminhão, já que a Scania queria mostrar ao mundo como era o veículo no dia que saiu da linha de montagem. Os anos viajando por algumas das rotas mais dificeis e perigosas do mundo causaram muitas cicatrizes ao veículo. No museu, a Scania tem outro Scania que havia sido doado à Cruz Vermelha, que não foi restaurado, e mostra os danos provocados pelos anos de trabalho.
Miniatura
O Scania 1 milhão também foi transformado em uma miniatura desenvolvida pela empresa Tekno. Idêntico ao modelo original, o modelo é feito na escala 1:50, ou seja, é cinquenta vezes menor que o original.
Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro
