Estados Unidos tem 78 mil vagas para caminhoneiros

A escassez de motoristas profissionais nos Estados Unidos está longe de ser superada, e os incentivos anunciados por empresas, entidades e governo tem surtido pouco efeito. Recentemente, a American Trucking Associations (ATA) disse que o número de vagas em aberto chegam às 78 mil.

O relatório, publicado no último dia 25 de outubro, diz que o número é muito próximo do recorde histórico, de 81 mil vagas, registrado em 2021.

O cálculo das vagas em aberto é feito com base na diferença entre o número de caminhoneiros trabalhando atualmente e o número que seria ideal, de acordo com as demandas de fretes.

A entidade destacou também que o número de vagas abertas é muito maior para operações de longas distâncias, onde os motoristas precisam ficar mais tempo longe de casa.

Entre os principais motivos apontados para essa escassez de motoristas estão a idade média elevada dos profissionais, o que leva a inúmeras aposentadorias todos os anos, dificuldade na contratação de mulheres, de apenas 8% no setor, ante 47% no mercado de trabalho total, e um número cada vez mais alto de motoristas sendo reprovados em testes antidrogas, que ficaram mais rígidos.

Além disso, a ATA destaca que pouco ou nada é feito para mudar a idade mínima para obtenção da carteira de motorista profissional, a CDL, que atualmente é de 21 anos. Outra mudança que poderia aliviar o problema é a facilitação para contratação de ex-presidiários, que já tenham cumprido suas penas integralmente.

A ATA também fez estimativas para o futuro do setor. Se nada mudar ao longo dos próximos anos, a falta de motoristas deverá chegar a mais de 160 mil profissionais em 2031. Essa previsão foi baseada em tendências demográficas dos motoristas, incluindo sexo e idade, bem como no crescimento esperado do número de fretes.

Nos próximos dez anos, os Estados Unidos precisarão contratar mais de 1,2 milhão de novos motoristas, somente para repor os motoristas aposentados, ou aqueles que trocam de profissão.

A ATA também mostra que, com a falta de profissionais, as empresas tem recorrido ao aumento de salários para reter os motoristas que já trabalham e servir para atrair novos caminhoneiros.

No primeiro trimestre de 2021, os salários chegaram, na média, aos US$ 69 mil por ano, com salários fixos e bônus. Isso mostra que o valor subiu quase 20% na comparação com 2019. No último ano, mais de 90% das transportadoras realizaram aumento de salários para os caminhoneiros.

Por mais que o salário seja atrativo, somente isso não resolverá o problema no país. Para a ATA, alguns motoristas podem optar por trabalhar menos quando recebem um aumento salarial e ficar em casa com mais frequência.

Outro problema para as transportadoras é a falta de qualidade da mão de obra. Apesar de muitas empresas estarem com o quadro completo, alguns motoristas tem pouca ou nenhum experiência. Para as empresa que têm critérios de contratação rigorosos com base no histórico de condução, experiência e e outros fatores, pode ser difícil contratar.

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