Artigo – 5ª-roda x Curva de Nível

Não apenas em função dos acidentes, especialmente tombamentos, mas na substituição de componentes de custo elevado. Particularmente problemas graves nos acoplamentos, com alto potencial de acidentes, exigem a substituição por componentes novos.
Destaca-se a 5ª-roda (normalmente de 3 ½”) cujo custo é elevado e às vezes não dura uma safra. Os principais problemas são:
– Desgaste prematuro em função de falha na lubrificação (ausência de lubrificante ou contaminação excessiva da graxa por terra);
– Falha estrutural: e, nesse caso, aumenta-se o risco de desacoplamentos.
Além dos erros na operação de acoplamento (altura errada ou impacto forte) participam, sem serem notadas, as “curvas de nível”, necessárias para a conservação do solo agrícola, mas que avançam perigosamente na via e impõe ângulos acima do limite da 5-roda.
5ª-roda tem limite na articulação para frente e para trás. Ultrapassá-los significa risco de danos no acoplamento em função de interferência mecânica.
O condutor mais atento reclama que escuta um “estralo” quando passa na curva de nível: justamente o mecanismo pino-rei – gavião batendo no seu limite.
Por isso: atenção com a relação entre altura e comprimento das curvas de nível. A estrada rural deve servir aos conjuntos que circulam por ela. E não o contrário.
Uma simulação computacional da passagem em curva de nível por um rodotrem:
Fica a dica! Conhecer essa dinâmica é fundamental para evitar problemas e prevenir acidentes.
Artigo do Engenheiro Rubem Penteado de Melo, DSc.
Prevenção de acidentes no transporte rodoviário de cargas.
