Carreteiro será indenizado por trabalho sem folga

A indenização foi estipulada em R$ 8 mil, já que o excesso de tempo ao volante na estrada colocava em risco a integridade física e mental do motorista.
No processo, o caminhoneiro relatou que seu trabalho, em uma pequena transportadora, era transportar cargas e aguardar fretes de retorno, além de coletas de mercadoria e acompanhamento de carga e descarga, além das viagens.
Contratado para trabalhar 44 horas semanais, ele disse que chegava a ficar de 12 a 18 horas por dia à disposição da empresa, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
O caminhoneiro alegou ainda que a jornada era excessivamente longa e desgastante, e que isso o impedia de desfrutar de seu tempo livre com a família. Além disso, ele destacou que temia por sua integridade física e mental, com sentimentos constantes de apreensão, angústia e aflição.
A empresa tentou se defender, alegando que não havia provas de que o motorista tivesse passado por qualquer tipo de dor ou sofrimento. Segundo a empresa, a jornada era de oito horas diárias, e não se poderia falar em prejuízo à vida e às relações, muito menos em frustração de projeto de vida.
Em primeira instância, o pedido de indenização foi indeferido, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) condenou a empresa a pagar R$ 5 mil ao motorista, com base em prova pericial e testemunhal.
A decisão reconheceu que a jornada era extenuante, com trabalho em períodos de 13 dias consecutivos ou mais, e implicava sacrifícios superiores aos que o empregador poderia por lei exigir.
A empresa recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho. O relator do caso no TST, ministro Cláudio Brandão, explicou que, embora a jurisprudência exija prova para constatação de dano existencial, o caso é distinto.
Para o ministro, não se trata de simples esticamento de jornada, uma vez que o TRT registrou trabalho por sete dias consecutivos em diversas oportunidades, às vezes até por 13 dias.
Ainda de acordo com o relator, além da exigência de horas extras de forma habitual, havia também a supressão usual do intervalo intrajornada e dos repousos semanais remunerados.
“O formato de trabalho ao qual o motorista era submetido, com absurdo excesso de tempo dirigindo a carreta, colocava em risco não só a sua integridade física como a de terceiros que estivessem conduzindo seus veículos nas mesmas estradas”, concluiu o ministro.

Boa tarde tudo bem eu trabalho como motorista de carreta. As transportadora do estado de santa Catarina e também do rio grande do sul, eles querem pagar um salário baixo e não querem dar folga para o motorista, eles querem que o motorista tirem sua folga nos postos de combustíveis. A transportadora transmagna é uma empresa que paga mau e querem que os seus motorista rode dia e noite sem parar para descansar, O Pai e um dos filhos são presidente e diretor do sindicato das transportadora na cidade de Joinville.