Transportadoras dos EUA ficam “reféns” de empresas de guincho

Uma pesquisa recente realizada com centenas de transportadoras nos Estados Unidos mostra que as empresas de guincho, que fazem o resgate de caminhões acidentados ou com problemas mecânicos, se tornaram grandes vilãs, com cobranças excessivas e sequestro de veículos.

A pesquisa, realizada pelo American Transportation Research Institute (ATRI), descobriu que 30% de todas as operações de transporte realizadas entre 2021 e 2023 para diversas transportadoras apresentou alguma forma de cobrança excessiva, com valores absurdamente altos.

A análise foi realizada com base em faturas recebidas por transportadoras e seguradoras, mostrando, além dos valores muito elevados, a apreensão ilegal de caminhões, danos causados por uso de equipamentos de guincho incorretos, entre outros.

A maior parte dos custos é absorvida pelas seguradoras, mas acaba caindo na contra das transportadoras, já que o custo para segurar os caminhões é elevado.

Para se ter uma ideia, a ATRI mostrou dois exemplos de empresas que foram lesadas por empresas de reboque. Uma delas teve um custo de US$ 6 mil pelo transporte de um caminhão por apenas 25,7 quilômetros.

Outra recebeu uma cobrança de US$ 202 mil pelo resgate e reboque de um caminhão de sua frota e outro veículo envolvido em um acidente.

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82,7% das transportadoras que participaram da pesquisa dizem que as empresas de reboque cobram taxas excessivas, e muitas delas ainda emite cobranças de taxas injustificadas, como taxas por peso, milhas e horas, taxas administrativas, e aluguel de equipamentos.

Além disso, as empresas emitem cobranças por armazenamento dos caminhões rebocados, dificuldade de acesso para resgate, entre outros. O valor de operação de um guincho, equipado com guindaste rotativo, pode chegar aos US$ 1.800 por hora.

As transportadoras dizem que isso acontece porque elas não podem escolher a empresa que irá fazer o serviço de guincho. Na maior parte dos casos, o reboque é feito por empresas que atuam na área, sem concorrência.

Além disso, há uma política de liberação rápida das rodovias, por parte da Administração Rodoviária Federal dos EUA, que pede às empresas de guincho que façam a liberação das rodovias o mais rápido possível.

As empresas se defendem, dizendo que, além do serviço de guincho, muitas vezes precisam deslocar equipamentos em grandes distâncias para atender às ocorrências, com motoristas e operadores que trabalham em jornadas extensas, cobrando horas extras.

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A recomendação é solicitar às empresas de guincho, sempre que o serviço for usado, a discriminação completa de cada serviço executado, bem como obter a maior quantidade possível de informações sobre o local onde o trabalho será executado, especialmente fotos e vídeos do veículo a ser guinchado.

 

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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