Actros é transformado em caminhão com motor de combustão interna de hidrogênio por empresa da Alemanha

O Mercedes-Benz Actros está sendo transformado em um caminhão a hidrogênio pela empresa Keyou, da Alemanha. A empresa converte os caminhões a diesel em modelos a hidrogênio, utilizando o mesmo motor de combustão interna, que passa a funcionar com o combustível livre de emissões.
De acordo com a empresa, que apresentou os dois primeiros protótipos na IAA Hannover de 2024, a ideia é colocar a primeira frota de testes em operações reais no ano de 2026, com modelos 4×2 para até 40 toneladas de PBTC.
O Actros convertido pela empresa usa o motor OM471 de 12,8 litros, que recebe um sistema de injeção de hidrogênio no lugar do sistema convencional a diesel. Equipado com cilindros de 350 bar de pressão, o caminhão poderá rodar por ate 650 quilômetros com um único abastecimento.
Na versão a hidrogênio, o motor oferece potência total de 346 kW, ou 463 cavalos, praticamente o mesmo do que o oferecido pelo motor a diesel.

Além de usar um caminhão já consagrado no mercado para o desenvolvimento da tecnologia, a Keyou também trabalha para fazer com que os caminhões usem tecnologias mais acessíveis, o que reduzirá o custo final do produto para os transportadores.
Inicialmente, a frota da empresa será alugada para os transportadores interessados, com as vendas começando futuramente. A empresa também reforça que o custo de operação dos caminhões é muito menor do que o de modelos a diesel, com descontos e subsídios para aquisição, por meio de programas federais da Alemanha, e também desconto em pedágios, já que os caminhões menos poluentes contam com esse benefício por lá.
No final das contas, a redução do custo total de operação dos caminhões Keyou poderá chegar a € 250.000, que é o valor médio de um caminhão a diesel na Europa.
Outra operação da Keyou é a criação de uma rede própria de fornecimento de hidrogênio para as empresas, facilitando o acesso dos transportadores ao combustível limpo. Tudo isso deverá estar disponível a partir de 2026.
