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Nova rota terá mais de 300 caminhões sem motoristas circulando nos Estados Unidos

Imagem de Volvo

Um anúncio da Volvo Autonomous Solutions (VAS) destaca que a automação de caminhões em rotas reais de transporte nos Estados Unidos já é uma realidade. A fabricante de caminhões, em parceria com a Aurora Innovation, está ampliando o uso de caminhões autônomos de nível 4, que ainda tem uma cabine mais não precisam de ações humanas para operar, em operações de clientes no corredor entre Dallas e Oklahoma City.

Essa não é a maior rota para esses caminhões, tendo cerca de 230 milhas, ou 380 quilômetros, totalizando cerca de 500 milhas de ida e volta para os caminhões, mas é uma adição estratégica para as empresas.

Oklahoma City está localizada ao longo de importantes corredores de transporte de carga que conectam o Texas a mercados mais ao norte. A cidade também oferece acesso a rotas leste-oeste essenciais. Portanto, a nova faixa representa mais do que apenas uma expansão, pois fortalece a base para uma rede de transporte autônomo de carga mais abrangente no Cinturão do Sol dos EUA.

Outra novidade dessas rotas é que os caminhões agora não rodam apenas entre grandes centros de distribuição. Eles poderão realizar as entregas de cargas exatamente nos pontos de venda das mercadorias, agilizando a operação logística. Com isso, a pretensão é chegar aos 300 caminhões autônomos operando na região nos próximos anos.

As operações entre centros de distribuição seguem desempenhando um papel importante no desenvolvimento do transporte autônomo de cargas. Nesse modelo, caminhões autônomos percorrem os longos trechos de rodovia entre terminais, enquanto motoristas humanos cuidam dos trechos inicial e final entre esses terminais e as instalações do cliente.

Terminais dedicados criam ambientes controlados onde os veículos podem ser preparados, inspecionados e liberados para operação por equipes treinadas. Eles também garantem que os caminhões autônomos precisem trafegar apenas em rodovias, que são mais previsíveis do que o trânsito urbano.

No entanto, esse modelo também introduz etapas de transporte adicionais. Uma carreta precisa primeiro ser movida das instalações do cliente até o terminal autônomo. Na outra extremidade do percurso, ela precisa ser transferida de outro terminal até seu destino final. Essas transferências aumentam o tempo, a coordenação e o custo.

Ao entregar diretamente nos pontos de venda dos clientes, o VAS pode eliminar essas etapas intermediárias. Inspeções, organização e preparação do veículo podem ser realizadas nas instalações do cliente ou nas proximidades, permitindo que a carga circule pela rede com menos interrupções. O resultado é um fluxo logístico mais simples e um uso mais eficiente do veículo, já que o tempo que seria gasto na transferência e organização de reboques pode ser utilizado para o transporte de cargas.

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Para o cliente, a solução de transporte autônomo deve funcionar como qualquer outra transportadora confiável, sem exigir grandes mudanças nos processos existentes.

“A integração de ponta a ponta demonstra o desenvolvimento da tecnologia e nos permite tornarmo-nos parte integrante do ecossistema do cliente. O transporte autônomo não está mais confinado a um terminal. Ele entrega diretamente no local do cliente”, destacou Garrett Boylan, da Volvo Autonomous Solutions.

Volvo e Aurora trabalham juntas nessa tecnologia desde 2021, e o novo Volvo VNL foi projetado como uma plataforma pronta para uso de tecnologias de automação de direção, como o Aurora Driver.

Dentro da Volvo é feita a preparação do veículo, com projeto e produção, além de instalação de sistemas redundantes necessários para a operação autônoma e a integração do hardware Aurora Driver no veículo.

A Aurora lidera o desenvolvimento do sistema de direção autônoma, que inclui hardware – computação e sensores – e software – percepção, planejamento de movimento, mapeamento, simulação e IA verificável – permitindo que o caminhão opere de forma autônoma.

O hardware de direção autônoma da Aurora está sendo integrado à linha de produção do Volvo VNL Autônomo na fábrica da Volvo na Virgínia, garantindo segurança e qualidade de nível de produção global Volvo.

A Oklahoma City Lane entrou em operação meses depois que a VAS identificou um caso de uso promissor com um cliente que possuía frete de ida e volta adequado e interesse em transporte autônomo. As empresas conseguiram integrar rapidamente nessas operações os caminhões autônomos, demonstrando a alta confiabilidade da tecnologia.

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Grande parte da principal rota interestadual já havia sido mapeada pela Aurora. O trabalho de mapeamento restante, portanto, concentrou-se principalmente nos acessos da rodovia até os pontos de venda dos clientes.

A VAS operou a rota manualmente pela primeira vez para entender o fluxo de cargas do cliente, os procedimentos das instalações e os requisitos operacionais práticos. Isso ajudou a equipe a identificar vias de acesso adequadas e a estabelecer como o serviço poderia se integrar à operação existente do cliente. A VAS compartilhou essas descobertas com a Aurora, que as utilizou para apoiar o mapeamento e a preparação da rota autônoma.

A partir daí, as empresas trabalharam juntas nas áreas técnica, operacional e de segurança para validar a rota e preparar o serviço para o lançamento.

“A autonomia não é possível sem pessoas. A tecnologia é poderosa, mas sem as pessoas que trabalharam para que isso se tornasse realidade, nada disso teria sido possível”, completou Garrett Boylan.

Depois de tudo pronto, a rota passou por uma série de testes de operação autônoma, visando garantir o máximo de segurança no percurso.

O serviço foi introduzido progressivamente, começando com movimentações manuais de carga e adicionando a operação autônoma somente após a avaliação da rota, dos equipamentos e dos procedimentos.

“Antes de lançarmos qualquer novidade, ela precisa ser totalmente validada por meio do nosso processo de aprovação de segurança”, destacou Kate Wagoner, da Aurora.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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