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Sem produzir carros, Lecar muda planos e agora mira segmento de caminhões leves e pesados com parceiros da China

Imagem de Google Gemini

A startup brasileira Lecar, fundada pelo empresário Flávio Assis, anunciou novos planos para ingressar no segmento de veículos comerciais leves e pesados no Brasil, com motorização elétrica e híbrida. Sem ter concretizado a promessa de fabricar automóveis de passeio no país, a empresa firmou um memorando de entendimento com parceiros chineses para viabilizar o projeto de um caminhão provisoriamente chamado de LeTruck. A estratégia prevê a importação de uma linha de produção desativada na China para operar no Brasil sob o sistema SKD (Semi-Knocked Down).

De acordo com o planejamento detalhado pela startup e apresentado pelo Jornal Estadão, a futura unidade fabril exigirá uma área de 168,5 mil metros quadrados, sendo 65,1 mil m² destinados ao galpão principal de montagem. O projeto foi dimensionado para alcançar uma capacidade produtiva de 10 mil unidades por ano, operando ao ritmo de cinco veículos por hora em um regime de 250 dias de trabalho anuais. A estrutura prevê ainda um pátio de estocagem para 90 caminhões pesados e 160 leves, além de uma pista de testes privativa de 25,2 mil m² dotada de rampas, trechos de torção e pista de paralelepípedos.

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Na fase inicial, os veículos virão da Ásia em kits semi-desmontados, trazendo cabines pintadas, chassis, trens de força e acabamentos prontos. Inicialmente, a operação brasileira ficará restrita ao controle de qualidade, montagem final dos conjuntos, abastecimento de fluidos e calibração dos sistemas. O investimento anunciado para a aquisição do maquinário da linha de montagem e equipamentos de testes é de 59,95 milhões de yuans, ou aproximadamente R$ 48 milhões na conversão direta, montante que não inclui as obras civis e a infraestrutura de terreno.

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Flávio Assis admitiu que o plano de montagem no Brasil é de médio a longo prazo e que a transação de importação da linha usada dependerá de adequações técnicas e de aprovações junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O executivo revelou também que exigiu dos parceiros asiáticos a conversão da produção para tecnologias híbridas ou 100% elétricas e reconheceu que a denominação provisória “LeTruck” deverá ser alterada antes de uma eventual chegada do produto ao mercado.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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