Pesquisa aponta 20,89% de defasagem do frete

por Blog do Caminhoneiro

Na tarde de ontem, líderes e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas reuniram-se no Rio de Janeiro para debater assuntos de grande importância para o setor. O CONET (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado) tornou-se um evento tradicional do TRC, aguardado pela categoria por conta dos direcionamentos relacionados ao frete.

Durante o encontro, Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística, apresentou o Índice de Variação do INCT. Já Lauro Valdívia, assessor técnico da NTC&Logística, revelou a pesquisa de mercado, realizada em parceria com a ANTT. A pesquisa envolveu 2.290 empresas de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil e aponta o cenário no primeiro semestre de 2017. “Houve uma leve melhora, mas a situação ainda é muito preocupante”, afirma Lauro.

Lauro Valdívia, assessor técnico da NTC&Logística, apresentou uma pesquisa de mercado, realizada em parceria com a ANTT. A pesquisa envolveu 2.290 empresas de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil e aponta o cenário no primeiro semestre de 2017. “Houve uma leve melhora, mas a situação ainda é muito preocupante”, afirma Lauro.

Entre os números apresentados, foi analisada uma defasagem de 20,89% nos fretes de carga lotação e 7,72% para carga fracionada. De acordo com a pesquisa, 70,5% das empresas entrevistadas tiveram queda no faturamento e 91% diminuíram de tamanho. “Esses números são consequência da crise, que diminuiu em grande escala o volume de carga transportada. Com isso, as empresas tiveram que se adequar e reduzir de tamanho”, explica Lauro.

Com a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e o pagamento do frete ficou prejudicado. 54,7% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que representa 14,3% do faturamento. Em média, as empresas demoram 26,7 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 38,7% delas estão com parte da frota parada e 33% sofrem com alguma ação trabalhista.

“Os dois últimos anos foram os piores já vividos pelo transporte rodoviário de cargas. Mas acreditamos na retomada da economia e, consequentemente, no crescimento do setor”, afirma José Hélio. “A expectativa é que o PIB seja positivo, trazendo uma maior confiança a todos”.

O quadro abaixo traz um resumo da situação atual e um comparativo com os períodos anteriores:

Taxa de Emergência Excepcional – EMEX

Diante do cenário de violência que se instaurou, principalmente na região metropolitana do Rio de Janeiro, criou-se em fevereiro de 2017 (CONET – Rio Quente) a Taxa de Emergência Excepcional (EMEX) – valor extra cobrado para regiões que se encontram em estado de beligerância. A sua cobrança se justifica pelo alto custo suportado pelas empresas transportadoras para manter suas operações nestas condições, como por exemplo:

· Seguradoras estão mais restritivas e exigentes na subscrição de risco;
· Dificuldade de recuperação da carga pois as mesmas são desviadas para comunidades em que a autoridade policial “não tem condições de acesso”;
· Aumento da franquia (participação cada vez maior);
· Utilização de escoltas urbanas;
· Reforço no gerenciamento de risco;
· Restrições a utilização de determinadas rotas.

O valor dessa taxa é de R$ 10,00 por fração de 100 kg mais um percentual do valor da carga que varia de 0,3% a 1,0%.

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