Crédito para compra de veículos atinge melhor resultado do ano

“Esta foi a terceira vez, em 2017, que o volume concedido ultrapassou a barreira dos R$ 9 bilhões. As outras duas foram em agosto, com R$ 9,26 bilhões; e em outubro, com R$ 9,23 bilhões. Isso comprova que havia uma demanda muito reprimida. Cauteloso, o consumidor aguardou pela redução da taxa de juros e por uma maior estabilidade do cenário econômico para ir às compras”, analisa o presidente da ANEF, Luiz Montenegro. “Os números comprovam isso. O volume registrado em novembro foi 2,2% superior ao alcançado em outubro e 28,4% maior que o mesmo mês de 2016”, explica.
Dos R$ 9,4 bilhões concedidos às operações de CDC, R$ 8,2 bilhões foram destinados às pessoas físicas e o restante, R$ 1,2 bilhão, às jurídicas. Já para os contratos de leasing foram liberados R$ 152 milhões, queda de 5% na comparação com outubro, e de 21,6% em doze meses. O maior volume, de R$ 119 milhões, foi disponibilizado para as empresas, enquanto as pessoas físicas receberam R$ 33 milhões. No acumulado do ano, a carteira de leasing somou R$ 1,6 bilhão, recuo de 13,1% na comparação com o valor registrado no ano passado.
Saldo das carteiras
A retomada dos negócios reflete também no aumento do saldo das carteiras. Em novembro, o total foi R$ 168,1 bilhões, volume 1,3% superior ao registrado no mês anterior, e 3,3% maior na comparação com o mesmo período do ano passado. As operações de CDC respondem por R$ 164,4 bilhões, o que representa um aumento de 1,4% na comparação com outubro, e de 3,9%% em doze meses. Os R$ 3,7 bilhões restantes referem-se ao leasing – mesmo volume registrado em outubro. O resultado, contudo, é 17,8% inferior ao obtido no mesmo período de 2016.
O saldo de crédito para a aquisição de veículos para pessoas físicas e jurídicas corresponde a 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto), mesmo índice registrado em novembro do ano passado. Esse montante representa 5,5% do total do crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e 10,8% do total das operações de crédito – Recursos Livres.
Inadimplência
Em novembro, o índice de inadimplência nos contratos de financiamento firmados pelas pessoas físicas manteve o nível registrado no mês anterior, de 3,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo é de 0,9 ponto percentual. Entre as pessoas jurídicas, o índice foi de 2,9%, queda de 0,1 ponto percentual em relação a outubro, e de 2,3 pontos percentuais em doze meses.
Na carteira de leasing, o índice de pessoas físicas que deixaram de quitar os seus negócios foi de 2,4%, índice 0,2 ponto percentual menor ao alcançado em outubro, e 1,5 ponto percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2016. Entre as empresas, a taxa foi de 2,1%, mesmo percentual registrado no mês anterior, porém 2,1 ponto percentual menor em doze meses.
Taxas de juros
As taxas de juros praticadas pelos bancos de montadoras, em novembro, foram de 19,2% ao ano e de 1,47% ao mês. Já as instituições financeiras independentes trabalharam com índices de 22,1% e 1,68%, respectivamente. O prazo médio das concessões é de 42,5 meses. Já o prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.
