Marcopolo tem melhor primeiro trimestre desde 2013




A Marcopolo S.A. alcançou, no primeiro trimestre de 2018, o seu melhor desempenho operacional desde 2013, em comparação com o mesmo período de anos anteriores. A empresa registrou receita líquida consolidada de R$ 764,8 milhões e lucro líquido consolidado de R$ 30,9 milhões, contra receita de R$ 554,6 milhões (crescimento de 37,9%) e lucro de R$ 3,2 milhões do mesmo período do primeiro trimestre de 2017.

O crescimento da receita líquida consolidada é reflexo do maior faturamento no mercado doméstico e de exportações, que apresentaram, respectivamente, aumento de 122,7% e 39,6%, em valores, quando comparados com o primeiro trimestre do ano anterior. A receita no mercado interno alcançou R$ 333,6 milhões, ou 43,6% do total, e as exportações e os negócios no exterior totalizaram R$ 431,2 milhões, representando os demais 56,4%.

De acordo com o diretor-geral da Marcopolo, Francisco Gomes Neto, os resultados obtidos no 1T18 reforçam a expectativa de recuperação consistente do mercado brasileiro de ônibus para este ano, com o volume de produção crescente em todos os segmentos. “Ampliamos em 76,7% a produção nas fábricas brasileiras em relação ao ano anterior, mais do que o crescimento registrado pelo mercado nacional, que foi de 59,4%”.

“Também aumentamos a nossa participação na produção brasileira de carrocerias para 53,7%, contra 46,8% no 1T17, e crescemos 25,8 pontos percentuais no segmento de urbanos, em relação ao mesmo período do ano anterior, com aumento de volumes direcionados tanto ao mercado brasileiro quanto à exportação”, destaca o executivo.

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No mercado doméstico, as receitas da Marcopolo nos segmentos de rodoviários e urbanos cresceram, respectivamente, 294,3% e 123,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O setor de rodoviários continua aquecido, especialmente pelos veículos para fretamento e em linhas interestaduais, e pela vigência da norma que prevê a redução da idade média da frota de ônibus voltados ao transporte interestadual e internacional para seis anos em 2018.

No mercado de urbanos, o destaque é a recuperação expressiva de volumes, com crescimento de 101,9% na produção brasileira. No trimestre, a Marcopolo conquistou a liderança deste segmento, com 51,0% de participação de mercado. A performance decorre do maior volume de unidades produzidas para exportação, que cresceram 1.239,3% em relação ao 1T17, e da maior renovação de frota no mercado interno.

A companhia iniciou a produção de parte das 4.400 unidades do programa Caminho da Escola, o que deverá afetar positivamente os segmentos de micros e urbanos nos próximos meses. A demanda oriunda das licitações, somada a atual carteira de pedidos, indica um ano positivo para o segmento e deve contribuir para uma maior ocupação da capacidade fabril.

“Para atender ao crescimento previsto de demanda, estamos preparando a planta de São Mateus, voltada inicialmente à produção de veículos Volare, para a fabricação de outros modelos, dando sequência ao projeto de otimização de nossas fábricas”, destaca Francisco Gomes Neto.

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As exportações continuam fortes, com crescimento de 46,3% no volume de unidades produzidas em comparação com o 1T17. As vendas ao continente africano permanecem em destaque, reflexo do amadurecimento de iniciativas estratégicas voltadas à exportação, como o Projeto Conquest e a abertura de escritórios regionais para maior aproximação com os mercados internacionais. A expectativa é de manutenção do crescimento das exportações, com ampliação da representatividade dos mercados da América Latina na composição de vendas ao longo de 2018.

Em relação às operações no exterior, o destaque foi o crescimento de 11% em unidades produzidas na Austrália, resultando numa receita 16,5% maior e que deverá se acentuar ao longo do próximo trimestre. Quanto às demais unidades, embora tenham reportado produção e receita inferior ao 1T17, a expectativa para o restante do ano é de recuperação de volumes e receita. Na China, com a obtenção, em março último, de autorização para operar em ZPE (Zona de Processamento de Exportações), a Marcopolo passou a produzir ônibus para o mercado de exportação também naquela unidade.




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