Sono ao volante: taxa de mortalidade em acidentes nas rodovias é de 20%

por Blog do Caminhoneiro

A qualidade do sono está entre os fatores que interferem na segurança de motoristas, principalmente, os que percorrem rodovias como a BR-163, com longas extensões e trechos que cortam travessias urbanas. De janeiro a outubro deste ano, foram 25 acidentes causados por sono no trecho concessionado. As ocorrências resultaram em cinco mortes de condutores, o que representa um índice de 20% de mortalidade. Em dezembro, a Rota do Oeste lança campanha voltada à conscientização de motoristas quanto aos cuidados com o sono na direção.

O motorista Benedito Luís Sampaio, 47, sabe bem dos riscos de dirigir com sono. Por quase 20 anos ele trabalhou com o transporte de cargas saindo de Mato Grosso para outros estados. Os prazos apertados para entregar os produtos e os vários dias de viagem faziam com ele não dormisse de forma adequada.

“Há uns quatro anos, eu passava pela BR-163, em Lucas do Rio Verde, e cochilei no volante. A carreta saiu de pista, mas nada de grave aconteceu. Estava sem dormir direito há dois dias, só tirando uns cochilos rápidos. Isso é muito perigoso”.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a taxa de acidentes causados por sono pode ser maior, já que nem todos os motoristas admitem isso durante as investigações. Sendo assim, o índice é uma estimativa baseada em relatos de testemunhas e o cenário do acidente. No entanto, uma pesquisa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), apontou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito no país estão relacionados à sonolência.

O gerente de Operações da Rota do Oeste, Wilson Ferreira, alerta que no caso da BR-163, o risco de acidentes motivados por sono é preocupante. A rodovia é uma das principais vias de escoamento do país, com tráfego diário de 70 mil veículos, sendo 60% deles de caminhões e carretas.

“Os caminhoneiros costumam passar muitas horas dirigindo e às vezes optam por seguir viagem mesmo com sono. Isto em uma rodovia de fluxo intenso como a BR-163 é perigoso. Em todas as nossas campanhas de conscientização orientamos os condutores que façam pausas durante a viagem e que evitem dirigir com sonolência ou cansados”, destaca Ferreira.

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