GOSTO PELOS BRUTOS – Cavalo Mecânico Iveco Cursor

por Blog do Caminhoneiro

Quando o assunto é caminhão
Algumas pessoas torcem o nariz.
Os brutos vão além da razão.
Ao vê-los rodando, como não ser feliz.

Orlando é carreteiro e dos bons
Faz parte dos motoristas da velha guarda.
Habilidade para dirigir é um de seus dons.
Chega ao destino no horário e não tarda.

Com habilidade e competência dirige.
Leva a carreta com a calma de um veterano.
As dificuldades da estrada não o aflige.
São milhares de quilômetros a cada ano.

A bordo do bonito Iveco Cursor
Cavalos, são trezentos e trinta.
Mantém no verde, rotações do motor.
A oitenta por hora roda em quinta.

Seu cavalo Iveco com terceiro eixo
é o mais bonito daquela região.
Orlando nunca o tratou com desleixo.
Sabe que o bruto é seu ganha-pão.

No câmbio, faz preciso engate,
e o Iveco anda com desenvoltura.
Seu cavalo, sempre pronto para o combate.
Encara com disposição a batalha dura.

Sua namorada não entende essa paixão
e do cavalo mecânico chega a sentir ciúme.
Mas Orlando não liga e por ela tem paixão.
Mas a paixão pelo Iveco também assume.

Ela quer casar com Orlando
mas ele sempre arruma uma desculpa.
À pobre moça vai enrolando.
Na correria da estrada põe a culpa.

Puxando semirreboque graneleiro,
Seja carreta baú ou tanque.
No asfalto, aperta seu estradeiro.
O Iveco mostra seu poderoso arranque.

Viaja sem nenhum destemor
conduzindo a máquina com responsabilidade.
Trata bem seu potente Iveco Cursor.
Sabe que tem nas mãos um caminhão de verdade.

Quando viaja com a mulher que ama
sua viagem fica muito mais agradável.
A noite, dormem abraçados no sofá-cama.
Lá desfrutam de um lugar confortável.

Param no restaurante, matam a fome
e seguem viagem até o destino.
Orlando sabe o valor de sua amada Ivone.
Promete que vai casar pois não é cretino.

O para-brisa é uma grande moldura
por onde Orlando vê o mundo lá fora.
Paisagem ensolarada, nublada ou escura
acelera o potente cavalo e vai embora.

Mantém pulso firme no volante o Orlando.
De sua grande responsabilidade ele sabe.
Tem a máquina segura sob seu comando.
Na estrada, de contentamento não se cabe.

Já passou por situações de dar calafrio.
e da cabine viu muita coisa feia.
Já retirou carro que caiu dentro de um rio
depois de derrapar na pista com areia.

Essa situação particularmente emocionante
ainda arranca lágrimas do carreteiro Orlando.
Passava pelo local no mesmo instante.
Saltou do Iveco e já foi ajudando.

A perua a ponto de ser arrastada
e submergir em meio a correnteza.
A corda no Iveco e no carro amarrada.
Certificou-se que estava bem presa.

O carro sendo puxado lentamente.
Em meio aos gritos, choro de criança.
Precisavam retira-los urgente.
A corda era o único fio de esperança.

Conseguiu tirar uma parte da perua
e toda família saiu pelo parabrisa.
Orlando sabia da responsabilidade sua.
Sua ação salvadora fora precisa.

Quando estavam todos em segurança
Tentar puxar o veículo, faria tentativa.
Em sua mente ainda ficou a lembrança.
Corda cedeu e se perdeu o Chevrolet Meriva.

Aquele local de imensas profundezas
do carro não se via nenhum sinal.
Também eram fortes as correntezas.
Salvaram-se as pessoas, menos mal.

Aquela criança que chorava desesperada
deu demonstração de agradecimento.
Orlando, por ela foi abraçada.
Ele chorou de emoção naquele momento.

Depressa pegou o telefone
pois para alguém especial queria ligar.
Falou entre lágrimas para a noiva Ivone
que o mais depressa queria com ela casar.

A jovem assustada e pega de surpresa
pois seu noivo esquivava-se liso como um bagre.
Perguntou a ele se disso tinha certeza
e quem conseguira fazer esse milagre.

Orlando perguntou se ela o aceitava.
Ivone disse que sim prontamente.
Ela queria ficar com ele pois o amava.
Ele queria ficar ao lado dela somente.

Após aquele lindo casamento
onde ambos juraram eterno amor.
Após fazerem um ao outro o juramento.
Partiram em lua de mel no Iveco Cursor.

Roberto Dias Alvares

1 comentário

Roberto Dias Alvares 30/04/2019 - 06:44

Não deixem de comentar e darem ideias para novas histórias da estrada. se alguém tiver uma boa história, escreve que eu transformo em versos e público.

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