Impasse da Tabela de Fretes deve ser resolvido essa semana

por Blog do Caminhoneiro

A Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (Tabela de Frete) foi criada no ano passado, após a greve de caminhoneiros que parou o Brasil. De lá para cá, além de não funcionar como deveria, sempre ficou envolta em polêmicas.

A mais nova foi a publicação da Resolução nº 5.849/2019 da ANTT, que alterou as regras da criação dos valores da tabela. Essa nova resolução estabeleceu as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos para o frete rodoviário.

Apesar disso, os caminhoneiros ficaram descontentes com a nova resolução, que baixou valores e reduziu o lucro dos motoristas.

A resolução foi suspensa pela ANTT apenas dois dias depois de entrar em vigor, no dia 22 de julho, e governo e caminhoneiros vêm tendo reuniões para acertar os novos valores.

De acordo com as informações, a nova resolução para tratar da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas deverá ser publicada nesta semana, com os valores corrigidos.

A nova tabela de fretes, publicada na resolução 5.849, além de alterar o valor por quilômetro rodado, adicionou novos tipos de cargas, 11 no total, e também o Coeficiente de Carga e Descarga. Apesar disso, ficaram de fora da conta os valores de pedágio, custos do caminhoneiro, como alimentação e diárias, e o lucro da viagem. Foi essa diferença no cálculo que motivou algumas ameaças de greve de caminhoneiros pelo país.

Mesmo sendo considerada a tábua de salvação do transporte rodoviário, a tabela de fretes é questionada por entidades que representam o agronegócio, inclusive quanto à sua constitucionalidade.

O STF deve julgar duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade contra a tabela de fretes no dia 04 de setembro.

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6 comentários

Ivan 31/07/2019 - 14:35

Acaba logo com essa porcaria de tabela.

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Arnaldo 30/07/2019 - 23:13

Estou ficando cada vez mais desanimado, nem sei mais o que falar. Desgastante isso tudo.

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Ricardo Schmidt 30/07/2019 - 22:27

Deveriam também ver as perdas com a profissão, periculosidade, adicionais por hora trabalhada além da jornada, insalubridade, aposentadoria,riscos da profissão ,não e só diesel e pedágio e lucro para autônomos e empresários.

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Berton 30/07/2019 - 20:18

Deus ilumine a ideia do ministro fux para que ele de como inconstitucional esse inferno dessa tabela.quem sabe assim nós autônomos voltamos a trabalhar.

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Eucleres 30/07/2019 - 18:16

Só abaixar o diesel para quem trabalha com caminhão e esquecer tabela de frete. Agora, é preciso cobrar do governo locais seguros para pernoitar nas rodovias federais e privatizadas. É um absurdo, o que alguns postos fazem com a gente na hora que precisamos parar pra dormir.

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Weslei 30/07/2019 - 18:01

Tem é que acabar com essa tabela, no início nos ajudou mas agora só as transportadoras carregam pela tabela e repassam misérias pra nós autônomos.

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