A cada 20 segundos, um caminhão usado é negociado no Brasil

por Blog do Caminhoneiro

De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Fenabrave, a venda de caminhões seminovos e usados entre janeiro e março chegou a 92.119 unidades, quase 20 mil a mais que no mesmo período de 2020.

Entre janeiro e março do ano passado foram vendidos 73.099 caminhões usados, 26,02% menos do que no mesmo período deste ano.

Somente no mês de março, foram registrados 34.300 unidades que trocaram de dono, ante 30.926 de fevereiro. O crescimento foi de 10,91%. Em março do ano passado foram negociados 22.695 unidades, 51,13% menos do que no mesmo mês desse ano.

1 a cada 20 segundos

Fazendo-se uma conta rápida, foram vendidos 1.023 caminhões por dia no país, sem contar domingos e feriados. Isso equivale a um caminhão vendido a cada 84 segundos.

Se forem contabilizados apenas os dias úteis e horário comercial, a conta é ainda mais impressionante.

São 62 dias úteis nos três primeiros meses do ano. Ou seja, foram vendidos 1.485 caminhões por dia útil. Isso equivale a 185 caminhões vendidos por hora útil, ou 3 por minuto, sendo um a cada 20 segundos.

Mais vendidos

A Fenabrave destaca ainda as marcas mais vendidas. De acordo com o ranking, a Mercedes-Benz vende 38,21% do total de caminhões usados no Brasil. 21,38% são da marca VW ou MAN.

A Ford é a terceira marca com maior número de caminhões usados negociados, com 16,29%. Scania é a quarta, com 9,05%, Volvo tem 8,29%, Iveco tem 4,08% e as outras marcas representam 2,7% das negociações.

Falta de novos

Em parte, o aumento das vendas de caminhões usados e seminovos neste ano se deve aos prazos que as montadoras tem dado para entrega de caminhões novos. Devido à falta de componentes e as restrições impostas pela pandemia, algumas encomendas de caminhões podem demorar mais de 3 meses para chegar às mãos dos clientes.

Por isso, muitos tem migrado para modelos seminovos, que mesmo com anos de estrada e muitos quilômetros rodados, passam a integrar as frotas quase que imediatamente.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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