Venda de implementos cresce e se equipara aos melhores anos para o setor

por Blog do Caminhoneiro

Durante os seis primeiros meses deste ano, a venda de implementos rodoviários atingiu a marca de 76.668 unidades, bem próximo ao registro do mesmo período de 2014, quando foram emplacados 76.947 unidades. Na comparação com o primeiro semestre de 2020, as vendas já cresceram 56%.

“O desempenho do setor cada vez mais se aproxima dos anos de melhor performance de nossa história”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR-Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

O segmento de Implementos Pesados (Reboques e Semirreboques) somou, de janeiro a junho deste ano, 44.879 unidades emplacadas ante 26.723 produtos no mesmo período de 2020. Isso representa 68% de crescimento. No segmento de Leves (Carroceria sobre Chassis), no primeiro semestre de 2021 foram entregues ao mercado 31.789 produtos, contra 22.414 unidades em igual período do ano passado, representando 42% de crescimento.

Todos os 21 segmentos de implementos, sendo 14 dos pesados e 7 dos leves, apresentam variação positiva, confirmando o ritmo de recuperação dos negócios.

“Esse indicador mostra que a recuperação da economia abrange os mais diversos segmentos com destaque para o agronegócio e a construção civil. Estamos realizando e mantendo entregas de implementos rodoviários em todo o País que transportam dois terços do PIB nacional”, explica Spricigo.

Um freio na aceleração

De acordo com a Anfir, o ritmo de vendas poderá ser freado no segundo semestre deste ano, devido a fatores como a pressão dos aumentos aplicados em insumos básicos para a atividade do setor, como o aço que responde por 70% das matérias-primas utilizadas na fabricação dos produtos da indústria de implementos rodoviários.

“Reajustar insumos em pleno momento de recuperação da economia seguramente afetará o nosso desempenho porque não há como repassa-los aos clientes nem absorve-los internamente”, alerta Spricigo.

A Falta de insumos e componentes para produção dos implementos é outro aspecto que pode reduzir o ritmo de emplacamentos.

A projeção inicial feita pela ANFIR em janeiro era de desempenho positivo entre 8% e 10%.

“Por conta desse ambiente ainda não temos como estimar uma nova projeção”, conclui o executivo.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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