DE CAMINHÃO PELO BRASIL – Volvo Globetrotter FH 16-6×4

por Blog do Caminhoneiro

A bordo do meu FH16 Volvo.
Viajei por todo meu Brasil.
Vi a diversidade desse povo.
Gente digna, honesta e com brio.

Saí do Rio Grande, Porto Alegre a capital.
Levando carregamento de carne bovina.
Estado rico em tradição e dança regional.
Olhando a bela paisagem no conforto da cabina.

Em Santa Catarina, praias e céu azul anil.
Brilha, intenso, o radioso astro.
Em São Joaquim enfrentei intenso frio.
O Volvo puxava com folga pesado lastro.

De Florianópolis para Curitiba no Paraná.
Em Londrina carreguei café e erva mate.
Com quarenta toneladas sai de lá.
Dois semirreboques atrelados no engate.

Em São Paulo deixei parte da carga.
O café descarreguei no porto de Santos.
Café e mate, para quem gosta de bebida amarga.
O próximo destino, como escolher se há tantos.

Na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro.
Carreguei ferro, produto siderúrgico.
Me dirigi a Uberlândia, triângulo mineiro.
Dirijo com cautela, de modo cirúrgico.

Minas Gerais, Belo Horizonte.
Puxando leite para feitura de queijo.
Busquei matéria prima direto da fonte.
Ao volante do estradeiro mostro traquejo.

Levei carregamento ao Espírito Santo.
Entreguei a carga na bela cidade de Vitória.
Com o Volvo viajo o Brasil, vou a todo canto.
Tantas aventuras, em cada uma, uma história.

Carreguei coco colhido na Bahia.
Abastecer a capital, Salvador.
Com que prazer, meu Volvo eu dirigia.
Puxando essa carga, sobrava motor.

Subindo pelo Nordeste, indo a Sergipe.
Na capital desse estado, Aracaju.
A cabine do Volvo é um camarote vip
Nele conheço o Brasil de norte a sul.

Passei pela bela Alagoas.
Capital desse estado é Maceió.
Ali encontrei ótimas pessoas.
Quando de lá saí não fui só.

Em Pernambuco, que paisagem.
Passei na bela cidade de Recife.
Dei um tempo, interrompi a viagem.
Almocei arroz, feijão e um bife.

No estado da Paraíba, produtor de frutas.
Capital João Pessoa, de lá quando parti.
Encarando mais uma de muitas lutas.
Carga de umbu, graviola e abacaxi.

No Rio Grande do Norte
Fui a Mossoró partindo de Natal.
Faria importante transporte.
Levaria carregamento de sal.

No Ceará, capital Fortaleza.
Consegui carga para meu bruto.
Saiu pesado, mostrou sua rudeza.
Levando urânio, nobre produto.

No Maranhão, cidade de São Luiz.
No semirreboque carga de mandioca.
Na cabina, dirijo e canto feliz.
Linda canção que no rádio toca.

No Pará, carreguei castanha.
Levei até a capital do estado: Belém.
A cada viagem, uma façanha.
A estrada ruim, mas o caminhão anda bem.

Subo até o Amapá
Divisa extrema do meu País.
Na capital, cidade de Macapá.
Ser carreteiro me faz feliz.

O Volvo é caminhão resistente.
Tira outros brutos de atoleiros com força.
Ajudo amigos que encontro pela frente.
Contra meu sucesso não há quem torça.

No maior estado dessa Nação.
Refiro-me ao Amazonas.
Em Manaus parei meu caminhão.
Sobre a carga coloquei as lonas.

Passei por Roraima, extremo norte
Em Boa Vista esvaziei a carreta.
Minha vida é dedicada ao transporte.
Meu cavalo mecânico é um bruto porreta.

Até o Acre, um B invertido.
Rio Branco, cidade pujante.
Com meu Volvo segui decidido.
Que cavalo mais possante.

Parti para Rondônia.
Parei em Porto Velho.
Fechei meu giro pela Amazônia.
A turbina do Volvo eu avermelho.

No estado de Mato Grosso.
Onde bom carreteiro se arroja.
Em Cuiabá parei para almoço.
Corto as retas carregado de soja.

No estado de Mato Grosso do Sul
Levo no semirreboque gado de corte.
De Campo Grande até Maracaju.
Meu Volvo mostra ser um estradeiro forte.

Meu Volvo deixa para trás Scania.
O motor tem potência até demais.
Conheço belas mulheres em Goiânia.
Elas fazem a fama de Goiás.

Em Brasília, capital da nação.
Impressiona a bela arquitetura.
A bordo do meu belo caminhão.
Entrego o que o País tem com fartura.

Sou um carreteiro trabalhador.
Pago em dia cada imposto.
Sei que o brasileiro é gente de valor.
Povo com garra estampada no rosto.

Chego em casa muito tempo após.
Estaciono o Volvo e meu lar adentro.
Hora de pensar somente em nós.
Você mulher amada é meu centro.

Após viajar pelas estradas do Brasil.
Em outra estrada viajo agora.
Seu corpo, acaricio de modo sútil.
Vejo seu rosto que de desejo se cora.

Minhas mãos lembram o Volvo.
Acaricio suas curvas sinuosas.
O mel de seus lábios, em um beijo eu sorvo.
Como abelha beijando as rosas.

Suas curvas é pura geografia.
Vales profundos e montanhas.
Meu corpo em você se delícia.
Nele vou viver outras façanhas.

Após satisfazer os desejos do amor.
Sinto a estrada me chamar de novo.
Logo já escuto potente ronco de motor.
Parto em outra viagem a bordo do Volvo.

Autor: Roberto Dias Álvares

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1 comentário

ROBERTO DIAS ALVARES 07/10/2021 - 06:45

Caros amigos, espero que apreciem essa viagem pelo Brasil, passando pelas capitais dos estados a bordo do Volvo FH16

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