Transporte de casas inteiras é comum, mas exige documentação e cuidados especiais

por Blog do Caminhoneiro

Na Região Sul do Brasil, o transporte de casas de madeira inteiras, de um endereço para outro, é uma prática comum há muitas décadas. Muitas vezes, ao invés de desmanchar totalmente a casa e reconstruir em um novo local, o que levaria dias, é preferível transferir o imóvel completo sobre um caminhão.

Geralmente, para transportar a casa, além da retirada dos móveis, o telhado é removido e a casa é elevada da fundação por meio de macacos hidráulicos, até que a altura permita que o caminhão entre em baixo da estrutura.

A estrutura da casa também é reforçada com travamentos, para evitar que haja torção excessiva, e depois é fixada na carroceria do caminhão, com cintas e até mesmo pregos. A entrada do caminhão nos locais de retirada e entrega da casa também precisam ser bem feito, para evitar qualquer problema.

Porém, o transporte da casa não é a parte mais difícil. Por se tratar de uma carga de grande porte, ultrapassando consideravelmente o tamanho da carroceria e a altura regulamentar para as estradas, esse tipo de transporte necessita de Autorização Especial de Trânsito, a AET, além de escolta e sinalização especial, para ser realizado com segurança.

Também deve ser feito um estudo detalhado do trajeto, para observar possíveis pontos de colisão da casa com outras estruturas, rede elétrica e até árvores.

Casa de dois andares e 139 anos é levada inteira em caminhão nos Estados Unidos

No início desse ano, uma grande casa construída há 139 anos passou a ter um novo endereço. A mudança foi feita a pedido do proprietário, Tim Brown, um corretor de imóveis de São Francisco.

O serviço foi realizado pela empresa Phil Joy Housemoving and Leveling Company, que já fez a mudança de endereço de mais de 3 mil imóveis nos EUA.

De acordo com o dono da empresa, o planejamento do serviço levou alguns anos, e foram necessárias autorizações de mais de 15 agências da cidade de São Francisco.

Diversos semáforos, postes, placas e árvores precisaram ser movidos para que a casa pudesse passar, em um trajeto de cerca de 800 metros. A velocidade da viagem foi de 1,6 km/h. Milhares de pessoas acompanharam o trabalho de movimentação da casa.

O custo total do serviço foi de cerca de US$ 400 mil (R$ 2,15 milhões).

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro | Fotos AP Photo/Noah Berger

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