Kenworth W900L ganha cabine ainda maior nos Estados Unidos

por Blog do Caminhoneiro

O Kenworth W900L é o modelo mais tradicional vendido atualmente nos Estados Unidos. A linha 900 da Kenworth começou a ser produzida em 1961, e segue até hoje. O W900L foi atualizado pela última vez, em design, no ano de 1982. Desde então, recebe novas tecnologias e motores, mas mantém o aspecto mais tradicional possível.

O modelo é feito quase manualmente, inclusive o interior, que é costurado a mão. O valor médio desse modelo supera os US$ 210 mil atualmente, e ele é produzido na fábrica da Kenworth em Renton, no estado norte-americano de Washington.

Mesmo com todo esse apelo tradicionalista do caminhoneiro norte-americano, o modelo ainda ganha modificações especiais, visando maior conforto, principalmente por caminhoneiros autônomos, que atualmente são os maiores consumidores desses caminhões.

Julio Aviles, um caminhoneiro autônomo dos Estados Unidos, natural da Guatemala, recebeu no início desse mês um W900L, já modelo 2022, com uma cabine especial, construída pela ARI Legacy Sleepers.

Somente a parte traseira da cabine tem 3,96 metros, e recebeu uma casa completa, com cozinha, contendo pia, fogão, forno e geladeira, banheiro completo, sofá, sistema de TV e som de última geração, e ar-condicionado central.

Para o descanso, o sofá pode ser convertido em um cama de casal, e sobre ele está um beliche. Caso o caminhoneiro não queira mexer na posição do sofá, pode abaixar o beliche, para ter acesso mais fácil.

O caminhão também conta com tanque para armazenamento de água potável, tanque para dejetos e sistema de geração de energia extra, com um gerador diesel, evitando que o motor do caminhão precise ficar ligado quando o veículo está parado.

A ARI Legacy Sleepers tem recebido uma demanda muito alta pela construção desse tipo de caminhão, cada vez mais desejado por caminhoneiro autônomos dos EUA, que precisam passar muito tempo longe de casa e parar por muitas horas todos os dias para poderem obedecer à legislação das horas de descanso exigidas.

Rafael Brusque- Blog do Caminhoneiro

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