Custando até R$ 1,1 milhão, novo Mercedes-Benz Arocs é recheado de tecnologia

por Blog do Caminhoneiro

O Mercedes-Benz Arocs foi apresentado no mês passado no Brasil, em versão única, por enquanto, voltado à operações de mineração. O gigante têm tração 8×4, com PBT de 58 toneladas, e mostra robustez em cada detalhe, sem deixar de lado a tecnologia.

O motor do modelo é o OM 460, de 13 litros, com potência de 510 cavalos e 2.400 Nm de torque. Esse mesmo motor é oferecido para o novo Actros rodoviário. A transmissão é a MB G340 Powershift, com 12 marchas, totalmente automatizada. Os eixos traseiros são os HD7 e HL7, com redução nos cubos, garantindo capacidade de carga de 20 toneladas em cada eixo.

Os pneus e rodas, voltados para o uso fora de estrada, formam um conjunto impressionante. As medidas são 8.50×24 nas rodas, com pneus 325/95R24 OTR3. Sem a báscula, o caminhão mede 3,69 metros de altura, precisando de quatro degraus para entrada na cabine, a cerca de 1,65 metro do chão. Os ângulos de entrada e saída são de 30 graus.

O modelo saí de fábrica pronto para operação, mas ainda pode ser customizado e receber alguns acessórios para ampliar a robustez e segurança nas operações. Esses acessórios são instalados no Centro de Customização de Veículos da Mercedes-Benz, e são a Caixa de proteção da chave geral, com fechadura; Indicador de torque das porcas da roda; Giroflex com luz giratória; Suporte da válvula de basculamento; Limpador para-brisa na posição vertical; Revestimentos do banco em vinil (Alliance); Proteção da tampa do tanque de combustível e Arla32; Horímetro adicional e Preparação para instalação de câmeras de monitoramento e sensor de fadiga.

A cabine é do tipo estendida, com design moderno e ergonomia. O painel não é o mesmo que equipa o Actros, trazendo mostradores analógicos, mas mantém itens de conforto como o seletor do câmbio na coluna de direção e freio de estacionamento elétrico, além de tela central no painel para o computador de bordo.

Os bancos são pneumáticos com cinto de segurança integrado, o ar-condicionado pode ser analógico ou digital, e o caminhão pode receber preparação para câmera de ré e PX, além de contar com chave com sensor de presença, sem a necessidade de ser inserida no contato. Basta apertar um botão no painel, com a chave dentro da cabine, para que o caminhão dê partida.

A cabine também atende à norma europeia ECE R29, funcionando como uma célula de sobrevivência em caso de acidente.

O caminhão conta com freio retarder com potência máxima de 900 cavalos, garantindo o uso mínimo do freio de serviço. Os freios também são equipados com as tecnologias EBS, ABS, ASR e EBD. O sistema EBS, Electronic Brake System, é responsável pelo gerenciamento de controle e monitoramento do sistema de freio do Arocs, no qual estão integrados o sistema ABS, Antitravamento das Rodas, o sistema ASR, Controle de Tração, e o sistema EBD, de Distribuição Eletrônica da Força de Frenagem Entre os Eixos.

O caminhão também conta com o assistente de partida em rampa, que mantém o caminhão parado por até 3 segudnos, até que o caminhoneiro possa tirar o pé do freio e acelerar, evitando que o veículo ande de ré quando arranca em subidas.

Se o cliente optar, o caminhão pode contar com os planos de manutenção oferecidos pela Mercedes-Benz, como o Plano de Manutenção BestBasic, que realiza serviços para clientes de mineração por horas trabalhadas, como trocas de óleos, filtros e outros, no local de atuação do veículo.

O caminhão também pode ser gerenciado pelo Freetboard, um sistema de gestão de frotas por telemetria, que traz a possibilidade de armazenamento de dados nas eventuais áreas de sombras e ainda gera relatórios de prognóstico de manutenção, geolocalização, performance e registros de viagem.

De acordo com a Mercedes-Benz, o Arocs chega ao mercado com o melhor custo total de operação do segmento, com menor tempo parado para manutenções, e alta produtividade.

De carona com o Arocs

O Blog do Caminhoneiro pode conhecer de perto o Arocs em evento realizado pela Mercedes-Benz em Iracemápolis-SP, onde mantém uma pista de testes.

Confira como foi no vídeo abaixo:

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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