Caminhões FNM Elétricos já rodam em testes no Rio de Janeiro

por Blog do Caminhoneiro

A Log20, empresa parceira da Ambev e da Fábrica Nacional de Mobilidades, a nova FNM, iniciou os testes com caminhões totalmente elétricos FNM 833, com capacidade de 18 toneladas. Os caminhões estão sendo produzidos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em parceria com a Agrale.

Os novos caminhões FNM são desenvolvidos pela própria empresa FNM, que faz parte de uma Holding que atua há mais de 20 anos, e tem grande conhecimento no desenvolvimento de veículos elétricos. O projeto dos novos caminhões FNM começou em 2018, e, entre abril e dezembro de 2020, as primeiras unidades foram montadas na fábrica da Agrale e a fábrica da FNM está sendo finalizada, dentro da fábrica da Agrale.

A produção comercial dos modelos irá ocorrer na unidade 2 da Agrale, de onde poderão sair até 200 unidades por dia dos modelos 833, com PBT de 18 toneladas, e 832, com PBT de 14 toneladas. Além dos caminhões, a FNM deverá produzir vans elétricas e outros tipos de veículos futuramente.

Tecnologia de ponta

O motor recebe um controlador com padrão Avionics, uma tecnologia usada em aviões, satélites e até foguetes espaciais, que realiza o gerenciamento total das operações do veículo. Esse sistema pesa somente 85 quilos,  contra os cerca de 500 quilos de outros motores elétricos disponíveis no mercado.

As baterias, fornecidas pela Octillion, tem alta densidade energética, e são refrigeradas com água gelada, o que garante ainda mais desempenho e autonomia, com menor peso. As baterias também usam sistemas de recarga de 380 volts, mesmo padrão industrial convencional, o que não precisa de estações de recarga de altas voltagens, que tem custo maior.

De acordo com a FNM Elétricos, a autonomia poderá variar entre 100 e 700 quilômetros, dependendo da necessidade de cada cliente.

Vendas

Para negociação com os clientes, a FNM elétricos realiza um estudo de Custo Total de Operação, que precisa fechar a conta de forma positiva. Além disso são analisados diversos aspectos da operação, como topografia, distâncias e disponibilidade de estações de recarga, permitindo que os caminhões sejam construídos de forma modular e voltados a atender a operação dos clientes sem aumentar custos.

Encomendas

Até o ano passado, a FNM Elétricos já tinha recebido mais de 7 mil encomendas dos novos caminhões, de diversas empresas, sendo o lote mais representativo adquirido pela Ambev, onde estão sendo realizados os testes. A empresa negociou a aquisição de 1.000 caminhões dos modelos 832 e 833, e deverá adquirir também novos modelos, que a FNM Elétricos vai produzir nos próximos anos, com menor e maior capacidade de carga.

A empresa já havia anunciado a produção de vans elétricas, com PBT de 3,5 e 6,5 toneladas, batizadas de 837 e 838, e a linha também vai contar com o modelo 831, sendo um caminhão leve, com 10 toneladas de PBT, e com o modelo 836, com PBT de 23 toneladas, sendo esse em versão 6×2, derivado do caminhão semi-pesado 14000 S, produzido pela Agrale.

Blog do Caminhoneiro dirigiu

O Blog do Caminhoneiro teve a honra de ser o primeiro veículo de imprensa especializado em caminhões a sentar na boleia dos novos FNM. A primeira diferença para um caminhão diesel é o barulho. Praticamente não existe nenhum som emitido pelo veículo. Apenas um leve zunido se ouve com a aceleração.

Ao embarcar no caminhão, o painel tradicional foi substituído por uma tela, que mostra todas as informações necessárias do veículo e também destaca a carga da bateria, que estava em 90% no teste que realizamos.

A autonomia do caminhão desenvolvido para a Ambev é de 100 quilômetros, mas a FNM Elétricos pode construir modelos com até 700 km de autonomia. O que define isso é o tipo de operação que o caminhão irá realizar. Como os caminhões da Ambev tem rotas diárias de 60 quilômetros em média, os 100 km de autonomia das baterias é mais que suficiente para um dia inteiro de operação normal.

O caminhão é equipado com um motor elétrico de 350 cavalos de potência e 3.500 Nm de torque, que é acoplado à uma caixa de câmbio de duas marchas, que funciona como uma redução. Do câmbio para trás, o modelo usa cardã e diferencial iguais ao de caminhões diesel.

O acionamento da marcha é simples. Com o pé no freio, o motorista muda o seletor para a posição Drive, e já pode dirigir, a seleção da marcha no câmbio é feita de forma automática. Há também a posição Neutro e Ré, que também são selecionadas facilmente.

Ao pisar no acelerador, um leve toque é suficiente para movimentar o caminhão, mas a aceleração é mais forte que a de um caminhão diesel, já que todo o torque do motor é entregue logo na primeira rotação do motor. Se o motorista pisar fundo, o caminhão consegue acelerar mais que muitos carros populares, mesmo carregado.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

3 comentários

Luis Burro 16/04/2022 - 18:07

Já q é eletrico podiam ao.menos tentar melhorar este formato de muro, tanto da cabine qnto da carroceria, pra privilegiar a aerodinamica ñ???

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paulo Cesar gomes da Silva 16/04/2022 - 01:09

Em breve óleo da maldita Petrobras só vai servir p.lamparinas eu tenho fé em Deus!

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Jorge Araujo 15/04/2022 - 22:42

Fé em Deus e pé na tábua!

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