Artigo – “Se essa Estrada fosse minha…”

No caso da logística, tomaria apenas a licença poética para realizar uma adaptação. Eu cantaria: “Se essa Estrada fosse minha”. E faria isso porque hoje é possível pensar o leva e traz de cargas de norte a sul do país de maneira personalizada. Não exatamente para ladrilhar o trajeto “com pedrinhas de brilhante”, a exemplo da letra. A proposta é combinar informação estratégica, inteligência artificial e capital humano qualificado para elevar a eficiência logística da organização a níveis jamais vistos. A Estrada já é, nesse sentido, minha e sua também.
Na nova era logística, não existe caminho desconhecido, nem estratégia ou processo que escape do olhar e do alcance das empresas. Com apoio da tecnologia para análise de inúmeros dados simultâneos, a empresa retoma 100% o domínio sobre sua jornada do frete, verificando em tempo real os acertos e o que pode ser aperfeiçoado a cada quilômetro percorrido. Sem delegar a tarefa a terceiros, reúne informações com capacidade inédita de interpretá-las, ganhando agilidade e poder de decisão.
Com ferramentas que funcionam como uma torre de controle de ponta a ponta, a empresa escolhe o que é melhor para si, sem risco de que a informação se perca. Monitora a carga, o transporte, a segurança do motorista e as condições do percurso nas estradas. Acessa a melhor agenda de entregas e as melhores rotas, estabelecendo uma estratégia logística inteligente, que evita rodar com o caminhão vazio. Assim, reduz as despesas com combustível, a emissão de CO2, o volume de tráfego e o desgaste físico e emocional dos próprios caminhoneiros. Um novo modelo que diminui os custos de contratação do frete em até 20% comparado ao padrão analógico tradicional.
As rodovias se tornaram nossas, pois passamos a reunir mais e mais informações precisas sobre elas, contribuindo para a excelência da performance e do compliance. Tornaram-se personalizadas porque, com a mensuração e uso de dados, atendem com exatidão ao que as organizações precisam para ganharem competitividade. A tecnologia chega a aumentar dez vezes a base de caminhoneiros à disposição para frete.
A partir de processos altamente digitalizados e um rigoroso sistema de checagem, as empresas encontram mais facilmente os motoristas acostumados aos trajetos e aos materiais que desejam carregar, com os veículos adequados a cada tipo de carga. Dessa forma, personalizam também o relacionamento com o profissional, contratando pessoas em melhores condições de entregar um serviço de excelência. Com tudo isso, a Estrada em que você transporta uma carga passa a ser a Estrada que você sempre quis percorrer. O estudo da consultoria McKinsey Next in Personalization indica que 71% dos consumidores esperam se relacionar de forma personalizada com uma marca, enquanto 76% se frustram quando isso não acontece. A rodovia do futuro está sendo construída para entregar experiências personalizadas às empresas, com objetivo de acelerar crescimento, tornar a logística mais sustentável e humana. E você? Agora que a Estrada é sua, o que gostaria de mandar fazer?
Artigo de Thomas Gautier, que tem duas décadas de experiência em grupos internacionais e assumiu como CEO do Freto em 2021. O executivo iniciou sua carreira na França e tornou-se CFO da Repom, no Brasil, em 2013. Em 2017, virou diretor-geral da Repom e, em 2018, passou a ser Head de Logística do Grupo Edenred, quando, em sua gestão, o Freto nasceu. Desde o início de 2022, o Freto assumiu a gestão do Clube da Estrada, maior plataforma do país de apoio a Caminhoneiros.
