Saiba o porquê de o nome dos caminhões Mercedes-Benz começar com a letra A

Accelo, Atego, Atron, Axor, Actros e Arocs. Você conhece bem esses nomes, já que os caminhões produzidos pela Mercedes-Benz estão sempre entre os mais vendidos do país. Mas você já notou que todo nome começa com a Letra A?

Lá atrás, a montadora nomeava os caminhões apenas com uma ou duas letras e uma sequencia de quatro números, como os famosos L-1113, LS-1935 e outros. As letras significavam o tipo de caminhão, se era um modelo rígido ou cavalo mecânico, e havia outras denominações, como K, que serviam para modelos vocacionais, como os basculantes, nesse caso.

Em 1996 chegou o Actros, o primeiro caminhão da marca da estrela que trazia um nome ao invés de uma sigla. Ele substituiu a série SK na Europa, e só chegou ao Brasil em 2010, já em sua segunda geração.

Por aqui, há também o Axor, o Accelo, e o Atego, que ganharam o reforço da linha Arocs posteriormente. Como citamos em outra notícia recente, o Axor saiu de linha, mas vai receber um substituto, o Antos.

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Também eram produzidos os modelos Atron, uma evolução dos modelos L e LS com cabine HPN, lançados em 1989. Todos esses caminhões têm nomes iniciados com a Letra A, algo que ainda será usado pela montadora em modelos que sejam lançados futuramente.

Isso porque a empresa se baseia na letra grega Alpha para nomear os seus caminhões. Alfa (α) é a primeira letra do alfabeto grego. Outra explicação é que Alfa Centauri é a estrela mais próxima da Terra além do Sol, fazendo referência ao logotipo da Mercedes-Benz, uma estrela de três pontas.

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Além do nome com a letra A, o caminhão recebe uma denominação numérica de quatro dígitos, como 1419, 2653, 4851, entre diversos outros. Esses números trazem informações de Peso Bruto Total e Potência.

O Atego 1419 tem 14,3 toneladas de PBT e potência de 185 cavalos. O Actros mais potente vem com motor de 530 cavalos, com um PBT de 26 toneladas. No caso dos cavalos mecânicos, existe o PBTC, que é o Peso Bruto Total Combinado, podendo chegar às 74 toneladas para esse caminhão, mas o número de referência para a nomenclatura do modelo fica como o PBT mesmo.

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Para os números, o padrão segue inalterado desde a década de 1960, servindo desde os modelos com cabine AGL, como o L-1111, lançado em 1964.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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