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Lockheed Flatbed foi a tentativa de criar uma carreta prancha com asas

Imagem de Lockheed

O transporte de carga aérea é feita sempre em aviões fechados, com fuselagens completas, por uma série de motivos que, na maioria das vezes, leva em conta a aerodinâmica. Mas isso acrescenta peso, que faz a carga útil ser reduzida. Por isso, na década de 1980, a Lockheed apresentou um avião conceito chamado de Flatbed. Basicamente, seria uma carreta prancha, daí o nome Flatbed, com asas.

A ideia por trás desse avião conceito, que foi formalmente apresentado à Força Aérea dos Estados Unidos, era ter uma aeronave mais leve, com alta capacidade de carga, mesmo para veículos militares de grandes dimensões, algo que não era possível em aviões com a fuselagem completa.

O avião teria uma cabine convencional, fechada e pressurizada, e, atrás dela, uma grande área de carga estaria disponível. Além disso, havia a possibilidade de usar uma fuselagem completa, mas removível, para cargas pequenas ou mesmo passageiros, que poderia ser retirada com facilidade do avião para permitir o transporte de cargas maiores.

Imagem de Lockheed

O maior problema esperado com esse tipo de transporte seria o considerável aumento de arrasto aerodinâmico, causado pelo fato de a carga não ser otimizada para isso, na maioria dos casos. Além do aumento de consumo de combustível, a velocidade média das viagens também seria menor.

O conceito apresentado pela Lockheed mantinha a plataforma de carga quase rente ao chão, para facilitar as operações de transferência dos equipamentos transportados. Para suportar o peso das cargas, a estrutura do avião teria um chassi com vigas de aço, semelhante ao usado em carretas.

Imagem de Lockheed

Outra mudança grande que o avião teria em relação a outros cargueiros seria na posição das asas, que seriam baixas. Os aviões de carga operam em pistas não preparadas, e as asas e motores são colocados em posição elevada para evitar impactos com objetos. No caso do Flatbed, as asas seriam baixas, mas os motores seriam colocados na parte superior das asas, para ficarem mais longe do solo.

A cauda também teria uma construção diferenciada, em V, permitindo que as cargas fossem carregadas por trás.

O avião poderia transportar cargas modulares, como estruturas para o transporte de passageiros, ou para cargas paletizadas, facilitando as operações de carga e descarga, e também garantindo que o avião fosse multipropósito com maior agilidade.

Vários estudos foram realizados sobre a viabilidade do projeto, com experimentação prática em tuneis de vento, por exemplo, mas o conceito nunca saiu do papel, e foi abandonado ainda na década de 1980, quando foi apresentado.

Imagem de Lockheed

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

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