Com cabine da década de 1970, novo Sinotruk chega ao mercado na China

A cabine Schwere Klasse, ou SK, que foi vendida na Europa até 1996, segue em produção, mas na China. O projeto dessa cabine é da década de 1970, quando a Mercedes-Benz apresentou na Europa a nova linha de caminhões NG, ou New Generation, que posteriormente se tornou a linha SK.
Apesar de ser um projeto muito antigo, levando em conta o padrão europeu, ela segue sendo comercializada, com vários modelos usando a lendária cabine, especialmente na China.
Recentemente, a Sinotruk apresentou um novo caminhão híbrido, o Sinotruk Chengdu Wangpai V7X LNG 6×4. O nome é longo, e isso faz referência ao fato de o caminhão ser híbrido, com um motor a gás e outro elétrico.
O gás natural liquefeito é usado em um motor que serve como gerador de eletricidade. A energia produzida é armazenada em baterias de 140 kWh, e depois é usada em motores elétricos com potência de 180 kW instalados próximos aos eixos.

Com essa construção, o motor principal do caminhão, a gás, não é conectado diretamente ao sistema de transmissão, reduzindo custos de produção e facilitando o uso em áreas onde não existam pontos de carregamento de baterias.
A Sinotruk destaca várias qualidades do projeto, especialmente em relação a custos. Apesar de ser um caminhão mais caro que um modelo a diesel convencional, ele é muito mais barato que um caminhão totalmente elétrico.
O pesado também usa gás, que na China tem um valor muito inferior ao diesel, e pode percorrer cerca de 1.800 km sem necessidade de abastecimento. O tanque de GNL tem 1.360 litros de capacidade.

Outra vantagem é a possibilidade de operar de forma 100% elétrica com a energia armazenada nas baterias, especialmente dentro das cidades. A autonomia estimada é de 120 km com as baterias 100% alimentadas.
Agora vamos à cabine. Apesar de se tratar de um projeto extremamente antigo, o caminhão recebeu modernização. Todo o interior é reestilizado, com acabamento melhorado, assentos mais confortáveis e até tecnologia, como uma central multimídia completa.

Essa cabine acabou na China após uma joint venture entre a Daimler e a SsangYong, que era chamada de Shanghai Huizhong (SHAC. Depois que essa empresa encerrou as atividades, foi comprada pela CNHTC, e acabou se tornando parte do portfólio da Sinotruk.
Além da linha V7-X, a cabine equipa uma série de outros modelos, inclusive de outras marcas, que são vendidas na China e exportadas, especialmente para mercados menores da Ásia e também da África.

