Após 60 dias, CNTA destaca os reflexos da greve para os caminhoneiros

por Blog do Caminhoneiro

Há dois meses, a classe dos caminhoneiros mostrava sua força ao País e alcançava conquistas inéditas. Insatisfeitos com as condições nas quais tinham que se submeter para exercer seu trabalho, os transportadores autônomos decidiram fechar as portas do seu negócio em busca de melhorias.

De maneira organizada e pacífica, milhares de profissionais estacionaram seus veículos e protestaram por condições mais justas de trabalho. Antes disso, a categoria notificou o Governo Federal para negociar a pauta de reivindicação e evitar a mobilização.

Sem resposta para a abertura do diálogo, os caminhoneiros decidiram parar. Entre as demandas apresentadas, estavam a insatisfação com a política de reajustes dos preços praticados pela Petrobrás, a instituição de um preço mínimo para o frete e a cobrança indevida do eixo suspenso.

Os dias de mobilização evidenciaram o papel do caminhoneiro para o cenário econômico do Brasil e com isso, abriu-se uma porta de diálogo sobre as dificuldades enfrentadas pelo profissional.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que luta pela categoria há anos, foi uma das principais vozes durante o processo de negociação com o Governo Federal.

Negociação

Entre as conquistas alcançadas na negociação feita, está a instituição de uma política de preço mínimo para o frete.

A Medida Provisória, criada pelo Governo Federal, já foi aprovada pelo Congresso e está agora para sanção do presidente Michel Temer. “Esta foi sem dúvida, uma das medidas de maior impacto para o transportador autônomo. O preço mínimo para o frete garantirá a condição mínima de realizar seu trabalho e não interferirá no livre mercado, uma vez que a base de cálculo levará em conta apenas os custos operacionais, possibilitando que cada um acrescente a margem de lucro que quiser”, destaca o presidente da CNTA, Diumar Bueno.

Também houve a redução de R$ 0,46 no preço diesel e o congelamento do valor por 60 dias, além do compromisso de que os reajustes serão feitos a cada 30 dias até o final deste ano, dando assim, maior previsibilidade ao transportador. A CNTA ressalta que o Governo aplicou a medida. No entanto, o repasse do preço ao consumidor ficou por conta dos postos. “Durante este período, contamos com o Procon para fiscalizar os estabelecimentos que não cumpriram a medida”, ressalta o presidente.

A garantia de 30% das cargas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os caminhoneiros autônomos também foi outra medida aplicada. A Medida Provisória 831/ 2018, teve aprovação da Comissão Mista e será votada em breve pelo Congresso, que prorrogou a MP por mais 60 dias. Para a categoria esta é uma grande conquista e a classe está se movimentando para os processos burocráticos necessários para a habilitação junto à Conab. “Temos convicção que nas próximas chamadas públicas, a categoria estará preparada para se enquadrar às exigências”, explica o presidente da CNTA, Diumar Bueno.

Por fim, a categoria também conquistou a isenção da cobrança do pedágio para os eixos suspensos em todas as rodovias do Brasil. Ou seja, os caminhões que rodarem vazios com ao menos um eixo levantado, pagam valor menor, proporcionalmente. Para a CNTA, esta foi a medida que apresentou o resultado mais imediato. “A aplicação da medida pelas concessionárias foi rápida e o reflexo nos custos da viagem também. A defasagem no valor do frete é algo em torno de 30%, então, qualquer mudança nos custos da viagem, já gera impacto positivo no orçamento”, destaca Diumar Bueno.

A entidade ainda ressalta que uma das principais conquistas atingidas não está no compromisso assinado pelo Governo, mas sim, no apoio recebido pela população, uma vez que a mobilização desencadeou uma reflexão na sociedade sobre a importância da atividade do caminhoneiro. “Com respeito e união mostramos o valor do trabalho do caminhoneiro para o País. Quando um transportador autônomo trabalha, ele carrega consigo o Brasil. Consideramos maio de 2018, m marco para história da categoria”, finaliza Bueno.

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1 comentário

sinditac 27/07/2018 - 14:36

foi uma conquista que a muintos anos os caminhoneiros autonomos espervan sen a necicidade de parar o pais mas o dialogo não rezolveu o problema a unica saida foi a paralização esperamos que as transportadoras paren de abuzar com a lei e paguem a tabela ou mais do que é o minimo porque se não respeitaren a lei 832 vão sofrer as concequencias mais drasticas em breve

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