Berliet T100 – Colosso da década de 1950 é transportado pela França

por Blog do Caminhoneiro

A Argélia pertencia à França na década de 1950, quando, sob as areias do deserto do Saara, foi descoberto petróleo. O ouro negro escondido em baixo de toneladas de areia precisava de muito equipamento para ser explorado, e coube à Berliet o desenvolvimento de um supercaminhão que pudesse enfrentar os terrenos arenosos com facilidade.

A Berliet precisou de apenas nove meses de trabalho para criar o gigantesco T100, com cinco metro de altura, cinco de largura e quinze metros de comprimento. O motor era um gigantesco Cummins, de 24,25 litros de cilindrada, com 12 cilindros em V, que fornecia 600 cavalos de potência, e o câmbio era Clark, de quatro marchas. A velocidade máxima era de 34 km/h.

O grande trunfo do caminhão eram seus gigantescos pneus, feitos pela Michelin, que tinham peso de mais de mil quilos cada, e venciam as areias e dunas com facilidade graças a sua largura. Caminhões convencionais facilmente atolam na areia fofa do deserto.

Foram feitas apenas quatro unidades do caminhão. Dois 6×6 idênticos para serem usados na Argélia, um basculante 6×4 para uso em uma mina de urânio e o quatro era um cavalo-mecânico, com linhas mais futuristas e capacidade de carga de 190 toneladas.

Das duas unidades que restam, ambas da versão para o deserto, uma está na França, na Fundação Berliet, que é mantida pela Renault Trucks. Esse gigante passou por uma grande operação logística para sair de seu galpão, em Lyon, e ir até Paris, onde será exposto no Salão Retromobile, que acontece entre 6 e 10 de fevereiro.

Um Volvo FH16 750 foi usado para mover o caminhão pelos pouco mais de 460 quilômetros entre as duas cidades. Quatro dias foram necessários para fazer o trajeto. No caminho, milhares de pessoas pararam para filmar e fotografar o caminhão.

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