Quando os órgãos de Estado vão colocar em prática as promessas do Governo voltadas aos caminhoneiros?

Não se nega a grande preocupação de nosso Presidente Jair Bolsonaro com a situação dos caminhoneiros. Suas manifestações em favor da categoria já eram feitas antes mesmo de sua eleição, pois desde a greve de 2018 que parou as estradas e o País seu empenho pessoal na busca de soluções ao setor é bem claro.

Infelizmente, parece que essa clareza não é percebida dentro do próprio Governo, por órgãos e dirigentes nomeados em sua estrutura que continuam resistindo em implantar medidas efetivas que cessem com situações absurdas e injustificadas que além de custar muito dinheiro ao caminhoneiro, servem de enriquecimento a outros.

A partir de denuncias e pedidos de ajuda de caminhoneiros, inclusive através de mídias sociais, constatamos uma verdadeira aberração no sistema de apontamento de gravames em financiamentos de veículos junto ao DENATRAN (Resolução 689/2017 – CONTRAN). O valor cobrado e efetivamente pago pelo caminhoneiro para o apontamento de gravame pelo financiamento de veículos junto aos órgãos de trânsito, ao que se sabe, não é tabelado, podendo variar.

No Estado do Paraná, a tabela de taxas divulgada pelo Detran informa o valor de R$ 53,43 tanto para a inclusão quanto para a exclusão de gravame.

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Isso mesmo, paga-se R$ 53,43 duas vezes, ao se financiar um veículo. E isso para uma simples transmissão eletrônica de informações, que gera custos ínfimos para sua realização. No Brasil, as informações são de que são feitos algo em torno de 500 mil veículos mensalmente. Isso mesmo, 500 mil financiamentos de veículos todo mês, entre caminhões e carros de passeio.

Portanto, se levarmos em conta um preço médio de R$ 53,43 para o apontamento e baixa de gravame, a movimentação financeira mensal desse negócio é de cerca de R$ 50 milhões de reais. Isso mesmo, R$ 50 milhões de reais mensais. E pasmem com outra informação: uma única empresa se beneficia disso. E a favor disso, ao que parece, trabalha a estrutura do Governo, pois que no último mês de março prorrogou para 31 de março de 2020 a entrada em vigor da Resolução do CONTRAN que desde setembro de 2017 já determinava a abertura desse mercado a outras empresas ou entidades capacitadas para a atividade.

A abertura de participação de outras empresas na realização desse trabalho de apontamento de gravame em contratos de financiamento de veículos sem dúvida traria a imediata queda no custo desse serviço, pois ele é totalmente realizado por meios eletrônicos.

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E não são apenas os caminhoneiros os prejudicados com esse sistema, já que toda a sociedade financia veículos habitualmente.

Nós, caminhoneiros, na última paralização, fomos apoiados pela sociedade que via no movimento das estradas uma forma de protesto e anúncio da sociedade de que mudanças estruturais e prática de ações em favor da população em geral deveriam ocorrer.

O atual Governo do Presidente Jair Bolsonaro recebeu, nas urnas, o apoio dos caminhoneiros que sabiam que por seu intermédio mudanças concretas ocorreriam. Diante de uma situação como a que ocorre no sistema de apontamento de gravame junto ao DENATRAN não poderíamos deixar de agir. Assim, na última semana, a UNICAM protocolou pedido de audiência, em caráter de urgência, com a Presidência do CONTRAN, tendo enviado cópia do pedido ao Ministério da Infraestrutura e à Presidência da República.

Traremos notícias do andamento da questão em breve.

Texto de Unicam – União Nacional dos Caminhoneiros




6 comentários em “Quando os órgãos de Estado vão colocar em prática as promessas do Governo voltadas aos caminhoneiros?

  • 09/05/2019 em 06:26
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    Rapaz autonomo vai sofrer pra caramba.sera reduzido suas ofertas de cargas . Os grandes transportadores compraram caminhões não sei o que será de nós. Quem tem seus implementos pagos ainda vai agora quem paga a famosa letra só Jesus na causa

  • 08/05/2019 em 10:04
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    Senhor presidente não abandone a maior classe que o apoio, não precisamos que abaixe o preço do diesel , precisamos que retire os atravessadores dos fretes e que ao invés das empresas pagarem o frete de tabela para eles, que na maioria das vezes é dividido com funcionários responsáveis pela logísticas paguem direto a nós Caminhoneiros.

  • 08/05/2019 em 09:29
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    Bom dia.tudo leva a crer que motorista autônomo vai acabar com esse governo que não tem um plano de governo para tirar o país de uma pobreza poucas pessoas vê oque está acontecendo . Previdência social e único foco desse governo um aposentado hoje mau pode pagar suas contas ,o jovem por sua vez começa a trabalhar para ajudar nas despesas de casa ,como não a trabalho para o jovem com salários corretos como sempre as terceirizadas ganha com o trabalho do jovem que só tem esse trabalho por sua vez. Com 19 ,20 ano começou a trabalhar vai aprontasentar daqui a quantos anos dessa forma temos ser contra essa mudança da previdência ,nossos filhos nunca vamos aposentar enquanto esses políticos não vão mudar os ganhos deles ,e nos vamos acertar isso

  • 07/05/2019 em 20:04
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    Vão quebrarem ….

    Não já quebrei.. cadê nosso presidente??
    Falou tanto caminhoneiros.. Ho arrependimento ter lutado pelo nosso presidente e agora ele nos descartar

  • 07/05/2019 em 17:32
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    Acorda motoras,só passaram um sabão nos motoras. É preciso tirar intermediários. Outras coisas não funcionam

    • 07/05/2019 em 18:32
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      Enquanto passam mel nos olhos dos motores autônomos a empresas vão se fortalecendo comprando frotas próprias vão ganhando tempo e enfraquecendo o movimento vão nos quebrar no meio quem para sem dinheiro sem frete acorda parceiros

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