Aprendizado de máquina ajuda Scania a desenvolver caminhões e serviços cada vez melhores

por Blog do Caminhoneiro

Desde 2017, a Scania disponibiliza em seu portfólio uma nova forma de fazer a manutenção dos caminhões. Os planos de manutenção flexíveis são uma revolução, onde o dono do veículo faz a manutenção mais adequada ao seu caminhão, com substituição de componentes somente se necessário e com uma redução drástica de custos.

Mas como isso é possível? Boa parte do que a Scania vende hoje veio com a tecnologia de Machine Learning, ou Aprendizado de Máquina, onde os computadores e sistemas vão aprendendo e mudando os resultados, graças à um estudo aprofundado das estatísticas que o servidor recebe. Assim, desde que começou a ter os veículos conectados, a Scania passou a aprender e a entender cada vez mais os detalhes de cada operação, calculando de forma mais eficiente o desgaste de componentes e os intervalos para manutenções.

Antes disso, todo plano de manutenção era estático. O cliente deveria fazer os serviços conforme quilometragem rodada ou intervalos de tempo. Hoje, com os planos flexíveis, dependendo da operação, os intervalos para manutenção podem ser maiores ou menores, reduzindo custos e aumentando a vida útil do caminhão.

Por exemplo, se um caminhão que tenha um plano de manutenção flexível rode por rotas planas, com carga leve, as manutenções podem ter um espaçamento bem maior entre elas. Já se a operação for em um trecho de rodovia muito acidentado, com cargas pesadas, os intervalos de manutenção são ajustados para serem o mais eficiente possíveis.

Machine Learning da Scania

Quando lançou os caminhões conectados, a Scania passou a receber uma grande quantidade de dados gerados por esses caminhões. A quantidade hoje é impressionante, com mais de 400 mil caminhões e ônibus conectados em todo o mundo. Todo caminhão envia, diariamente, informações como aceleração, frenagem, consumo, rota, e muitos, mas muitos outros parâmetros para os servidores da montadora na Suécia.

A Scania usa esses dados de duas formas. Uma é para aprimorar e acelerar o desenvolvimento dos veículos na área industrial. O time de engenheiros da Scania no mundo usa esses dados com uma série de filtros, para poder entender e melhorar os aspectos dos veículos para cada operação.

A outra forma é na operação individual de cada caminhão. Hoje cada caminhão Scania é um individuo, operando sensores, módulos eletrônicos e de comunicação e um algorítimo interno. Esse individuo tem uma operação própria, diferente de qualquer outro caminhão, por questões de rota, carga, tipo de implemento, e, principalmente, o motorista.

Os dados gerados por todo esse sistema no veículo são coletados e enviados a cada uma hora, para uma central gigante na Suécia, onde a Scania tem um grande lago de dados (data lake). As informações são cruzadas e comparadas com a de todos os outros veículos, determinando a durabilidade de componentes e intervalos de manutenção.

Mas, apesar de todas as informações, se acontecer uma manutenção e o concessionário Scania notar uma diferença entre os dados, ele envia informações para a central Scania, que aprende e dá uma nova previsão para a próxima manutenção, neste veículo e posteriormente em outros, com o aprendizado de máquina.

Isso pode aumentar o espaço das manutenções, mas também reduzir, se um componente tiver um desgaste maior em determinada operação.

O sistema também vai permitir, a partir de agora, prever e planejar manutenções preditivas, além da preventiva, que passa a entender o desgaste de diversos outros componentes, como mangueiras, suspensão e outros.

O serviço de planos flexíveis da Scania hoje é baseado em 33 módulos diferentes, que podem ser trocados ou não em cada parada para manutenção. Além disso, o sistema inteligente permite que o caminhão pare o mínimo possível para manutenção.

Isso se dá por conta de um sistema chamado de otimizador de plano, onde o sistema otimiza as paradas para manutenção, podendo agrupar os módulos de manutenção, adiantando ou atrasando a parada na concessionária.

Nesse caso, se o sistema identificar uma parada muito próxima, por exemplo para troca de óleo, que não pode ser adiada, outros módulos próximos são adiantados. Caso o módulo de manutenção possa, ele será adiado para ser realizado junto com outros.

Toda essa inteligência gera, entre outros resultados, uma grande ganho em disponibilidade do veículo, com a redução de paradas para manutenção. Outro ganho é na sustentabilidade. Com um planejamento mais adequado para cada veículo individualmente, a substituição de componentes é menor, gerando menos resíduos.

Outro grande benefício dos planos de manutenção flexíveis é no valor do plano, que é cobrado por média de consumo. Quanto menor o consumo, menor o valor do plano. Isso gera um ganho duplo, com menos consumo e custo menor de manutenção, além da redução de emissão de poluentes.

Toda essa tecnologia e esses dados são usados pela Scania para aperfeiçoamento de veículos e de serviços. Hoje, a Scania oferece os planos de manutenção flexíveis para operações rodoviárias. Com o avanço da geração de dados por outros segmentos, a montadora passa a oferecer esses planos de manutenção para outros tipos de operação, como mineração, e também nos novos veículos a gás, recém apresentados no Brasil, que começam a ser produzidos no próximo ano.

E as vantagens para o caminhoneiro?

Com o caminhão enviando dados que são processados pela Scania, o caminhoneiro acaba tendo uma facilitação para os serviços de manutenção, que passam a ser gerenciados pela Scania. Nesse caso, o motorista não precisa controlar todas manutenções do veículo.

E o sistema também evita que o caminhoneiro seja cobrado por paradas não programadas no veículo, como a quebra de peças. Com a tecnologia, é possível entender a qualidade de condução do caminhoneiro e saber se a quebra aconteceu em decorrência de uma atitude dele ou por desgaste prematuro.

Com menos paradas para manutenção, o caminhoneiro também pode ter uma rentabilidade maior. Grande parte das empresas paga comissão ao motoristas, que ganham por produtividade. Se o caminhão roda mais, ganha mais. Conta fácil de fazer.

As empresas também podem bonificar os motoristas. É o caso da Tora Transportes, um dos cases de sucesso da conectividade Scania. A empresa premia os motoristas com o melhor desempenho nos veículos graças à conectividade.

A tecnologia e todas as suas vertentes, como o Machine Learning, tem transformado e revolucionado o mundo dos transportes, desde a fabricação dos veículos até a operação regular em todos os cantos do mundo, e o transportador e o caminhoneiro só tem a ganhar com isso.

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2 comentários

Caio Ota 13/09/2019 - 23:15

“Cada caminhão é um individuo”…
Excelente definição. Matéria esclarecedora em linguagem simples e direta. Parabéns !

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gerson rosa de Camargo 13/09/2019 - 21:34

tem que investir em motoristas profissionais começando pelo salário e benefícios saúde do ser humano

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