Ford Pampa, uma picape pioneira que inovou o segmento e entrou para a história

Derivada do Corcel de segunda geração, a Pampa foi lançada para complementar uma das famílias de maior sucesso da Ford no Brasil, ao lado do sedã Corcel e da perua Belina. Desenvolvida localmente, ela foi apresentada no Salão do Automóvel de 1982 e logo conquistou o público pelo estilo e bom desempenho do motor CHT 1.6 litro, somados à capacidade de carga e acabamento caprichado da marca.
Na cabine, a Pampa tinha o mesmo conforto do sedã, com uma distância entre-eixos ampliada de 2,44 para 2,58 metros que contribuía para oferecer a maior caçamba da categoria. Sua frente era igual à do Corcel II e a caçamba, inspirada na F-100, com ripas de madeira para proteção do assoalho. A suspensão foi reforçada com molas semielípticas longitudinais no eixo rígido traseiro, em vez de molas helicoidais, com capacidade para suportar 600 kg.
Em 1984, a Pampa passou a contar com um motor CHT 1.6 mais potente e econômico, com câmaras de combustão retrabalhadas e transmissão de cinco marchas reescalonada. Com 63 cv na versão a gasolina, ele tinha um ganho maior na versão a álcool, a mais vendida na época, com potência aumentada para 72 cv.
Outra inovação foi a garantia de três anos contra corrosão, então a maior do mercado. A ferrugem era um problema sério dos carros nacionais da época, que foi progressivamente superado com o avanço nos processos de tratamento e pintura da carroceria.
Em 1984 a Pampa tornou-se a primeira picape pequena a oferecer uma versão 4×4 – configuração que continua a ser única até hoje. Ela tinha tração 4×2 dianteira e uma alavanca junto ao câmbio para engate da tração 4×4, para uso temporário e com velocidade de até 60 km/h para superar terrenos com pouca aderência.
Lançada junto com a Belina 4×4, a Pampa 4×4 vinha com câmbio de quatro marchas, banco inteiriço e um tanque adicional de combustível com 40 litros na versão a álcool. Em 1986, a grade frontal usada na versão 4×4 passou a equipar toda a linha, composta pelos modelos de entrada L e GL e a versão de luxo Ghia, inspirada no Del Rey.

Em 1992 a Pampa ganhou uma nova grade frontal, idêntica à do Del Rey, e em 1994 introduziu carburador eletrônico no motor 1.8. Em 1995 deixou de oferecer a versão 4×4, ficando somente com os modelos L 1.6 e 1.8, GL 1.8 e S 1.8.

