Entidade pede que o Euro 7 não mate o diesel

por Blog do Caminhoneiro

Enquanto o Brasil ainda estuda a implantação do Euro 6, a partir de 2023 ou até mais tarde, a Europa já planeja a inclusão do Euro 7 como norma de emissão para veículos comerciais. Apesar dos avanços nas questões das emissões de poluentes, a IRU (Organização Mundial do Transporte), pede que a norma não acabe com os motores à combustão.

Isso porque, com normas cada vez mais rígidas, os motores a combustão acabam tendo um desenvolvimento de novos sistema de eliminação de poluentes cada vez mais caro. A norma Euro 6 já é 90% mais rígida que o Euro 5.

Por isso, a IRU e uma coalizão de partes interessadas enviaram uma carta à Comissão Europeia, sobre como o Euro 7 está sendo planejado pela consultoria DG Grow.

Essa coalizão inclui a IRU, a European Automobile Manufacturers Association (ACEA), a Associação Europeia de Fornecedores Automotivos (CLEPA), a FuelsEurope e a Natural Gas Vehicle Association (NGVA).

A carta pede que a Comissão Europeia seja mais clara quanto aos regulamentos que serão definidos, destacando que as metas sejam condizentes com as necessidades econômicas e ambientais.

“A Comissão Europeia não deve usar o Euro 7 como pretexto para eliminar os motores de combustão, que continuarão a desempenhar um papel fundamental para os veículos comerciais que utilizam combustíveis de baixa emissão de carbono a longo prazo”, disse Raluca Marian, Delegada Geral da IRU.

Para a delegada, medir a poluição dos veículos apenas na saído do escapamento não resolverá o problema das emissões de poluentes, que precisa ser analisada da fábrica dos combustível até a roda, para definições de padrões mundiais de emissões.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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