Número de fretes rodoviários subiu 62% em 2020, apesar da pandemia

por Blog do Caminhoneiro

2020 foi um ano extremamente complicado devido à pandemia do coronavírus, que modificou hábitos em todo o planeta. Apesar disso, o transporte de cargas seguiu trajetória firme ao longo do ano, com o volume de fretes transportados superando o volume de 2019.

O dado faz parte do “Relatório Anual FreteBras – O Transporte Rodoviário no Brasil”, produzido pela Fretebras, que analisou o mercado de fretes durante todo o ano passado.

Entre o primeiro e segundo semestres de 2020 houve redução no número de fretes, de 8%. Essa queda foi reflexo imediato das medidas de distanciamento social, com fechamento do comércio e indústria em todo o país.

No terceiro trimestre, devido a alta puxada pela safra recorde de produtos agrícolas, o crescimento do número de fretes foi mais do que o dobro de 2019, com alta de de 102%.

“O volume de fretes publicados diariamente na plataforma da FreteBras é um termômetro da produção e do consumo brasileiro. Observamos todo o histórico de quase seis milhões de fretes publicados em nossa plataforma em 2020 e que cobrem 95% do território nacional. Além disso, nos baseamos em pesquisas internas e também de organizações públicas e privadas sobre as principais temáticas que acreditamos ter um valor especial para o setor de transportes”, explica Bruno Hacad, Diretor de Operações da FreteBras.

Preços médios

O FreteBras também anunciou a criação do “Índice FreteBras de Preço do Frete”, que passará a ser divulgado mensalmente pela empresa, visando apoiar no equilíbrio e transparência da indústria de transportes rodoviários.

De acordo com os dados, o caminhoneiro que cruzou o Brasil de Norte a Sul recebeu, em média, R$3,93 por km por eixo. Ao seguir pelo Centro-oeste, os ganhos foram mais altos, em média R$4,73. As regiões Sudeste e Nordeste registraram os valores mais baixos do país, média de R$3,81. Ao longo do ano este preço se manteve estável.

Agronegócio se destaca com 70% de crescimento

Com uma grande safra de grãos, o agronegócio foi um dos principais destaques em 2020. Considerando todos os fretes oriundos deste setor, o estudo registrou um um volume 71,3% maior que em 2019.

O mercado de insumos também alcançou excelentes resultados com destaque para Construção, que aumentou cerca de 90% o volume de fretes em comparação a 2019. O crescimento do segmento nos três meses finais do ano alcançou o número expressivo de 82,9% na comparação com o mesmo período de 2019.

“O cenário positivo da indústria, com a baixa da taxa básica de juros e o lançamento de novos produtos de crédito imobiliário por parte das instituições financeiras, tornaram o acesso a empréstimos mais barato, o que aqueceu o setor”, comenta Hacad.

A categoria de produtos Industrializados também mereceu destaque. Durante os primeiros meses de distanciamento social, o setor registrou uma queda de quase 20% na quantidade de fretes, porém a recuperação foi a mais intensa identificada pela FreteBras. O crescimento nos fretes do segundo trimestre foi de 117% e no total do ano, foram realizadas 50,9% mais viagens que em 2019.

2021

“Estamos apostando num ano de recuperação e também de muito trabalho. A digitalização seguirá apresentando desafios, principalmente no quesito segurança, que para nós é uma prioridade absoluta. As previsões apontam que a safra de grãos atingirá um novo recorde, o que deve aumentar ainda mais a força do agro na economia do Brasil. A manutenção da taxa básica de juros em uma baixa histórica continuará aquecendo a indústria da construção, e o aumento das vendas on-line seguirá conectando consumidores e empresas em diferentes regiões, aumentando as possibilidades de fretes deste para atender a demanda”, finaliza.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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