Falta de semicondutores atrasa início da produção do Tesla Semi

por Blog do Caminhoneiro

A falta de semicondutores para a produção de veículos é uma crise global sem precedentes. Praticamente todas as montadora enfrentam o problema, em um momento de alta demanda por veículos novos, o que está levando a filas de até um ano para receber os modelos Zero KM.

Outra montadora que está passando pelo problema é a Tesla. Nesta semana, em um comunicado para acionistas, o fundador e CEO da empresa, Elon Musk, citou esses problemas na cadeia de fornecimento, e disse que o modelo Semi, esperado desde 2017, deverá sofrer outro atraso para entrar em produção.

O início da produção do modelo, depois de dois adiamentos, era prevista para o final de 2021, porém, foi adiada em julho deste ano para o ano de 2022, e agora, provavelmente, sofrerá nova alteração, para 2023.

Musk disse que mesmo que o modelo estivesse sendo produzido, a montadora não conseguiria entregar o caminhão, assim como outros modelos, porque faltam diversos componentes essenciais para a produção.

O Semi é um “problema” maior para a empresa do que outros modelos produzidos, devido ao tamanho. Como citou Musk, o caminhão precisa de muitas células de baterias e muitos chips, e a montadora não conseguiria suprir uma demanda por esses componentes agora.

Assim que a escassez de componentes for solucionada, a empresa planeja colocar em produção a picape futurista Cybertruck. O início da produção do modelo deve ocorrer no ano de 2022, e, em 2023, a produção deverá ser ampliada para atender a mais mercados. Em 2023, além do Semi, está prevista a produção do novo modelo Roadster.

O Tesla Semi, apesar de ainda distante da produção em linha, já tem mais de 5 mil pedidos de diversos clientes, como UPS, FedEx, PepsiCo, JB Hunt, e Walmart, para citar alguns.

O modelo será oferecido com autonomia de 480 ou 800 quilômetros, com baterias com uma nova arquitetura, garantindo uma maior densidade energética, o que se traduz em menor peso e mais autonomia para o caminhão. O preço deverá ficar entre US$ 150 mil a US$ 200 mil, próximo ao de modelos tradicionais a diesel.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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