PRF apreende caminhão com traseira alta e alerta para efeito guilhotina

por Blog do Caminhoneiro

A Polícia Rodoviária Federal da Bahia flagrou um caminhão com o para-choque ineficiente, já que a suspensão alterada deixou a traseira do veículo com quase dois metros de altura.

De acordo com a PRF, essa configuração é extremamente perigosa, podendo transformar o veículo em uma espécie de ‘guilhotina’ quando de uma colisão traseira. Em um acidente desse tipo o, veículo avançaria até parar no para-choque por falta de proteção adequada no limite da carga, com a probabilidade de causar lesões graves e até morte em seus ocupantes.

Existem regulamentações para definir as especificações para veículos com dimensões excedentes visando, justamente, aperfeiçoar os requisitos de segurança e minimizar as consequências dos acidentes de trânsito.
O veículo foi retido na unidade da PRF para regularização e autuado por transitar com equipamentos obrigatórios ineficientes e em desacordo com a legislação, além de transitar com 26 toneladas de excesso de peso. O veículo foi liberado após sanada as irregularidades.

Os acidentes que envolvem veículos de carga geralmente têm maiores proporções e geram maior gravidade das lesões ou a morte dos envolvidos, o que faz com que haja uma maior preocupação com o estado de conservação destes veículos.

Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

1 comentário

Ilbirs 29/11/2021 - 05:17

A grande pergunta que fica é por que no meio caminhoneiro há um número significativo de gente com atração por aquilo que de alguma forma seja agressivo ao próximo, seja por aumento de danos em acidente ou incômodo ao entorno. Temos a traseira arcada:

https://i0.wp.com/blogdocaminhoneiro.com/wp-content/uploads/2021/11/prf-bahia-3.jpg?w=772&ssl=1

Esta, como alertado aqui mesmo, tem problema de piorar os danos em caso de uma colisão justamente por facilitar que o veículo colisor entre por baixo, como se vê bem por esta foto que permite entender adequadamente:

https://i2.wp.com/blogdocaminhoneiro.com/wp-content/uploads/2021/11/prf-bahia-2.jpg?w=861&ssl=1

Se o para-choque quebra, o carro para sob o chassi e aí podemos ter coisa como a ocorrida com Osmar Santos, cujo caso inclusive foi o motivador da mudança na legislação brasileira de para-choques. Temos também a moda das capas de porca espetadas e que viram cantos vivos móveis:

https://3.bp.blogspot.com/-A6XGLEqc9nY/VtMmMvDcrGI/AAAAAAAALcw/n9pxYJWLyAY/s640/cpas-de-porca.jpg

Pensem no risco que há de isto cortar a lateral de um carro ou a carne de um ser humano. Sobre cantos vivos, pensem em por que veículos perderam calhas de teto, para-choques em forma de lâmina e quebra-ventos justamente para ficarem menos agressivos a pedestres.
A outra moda envolve desconsiderar o entorno por meio de poluição sonora, também conhecida por pente na turbina, associado ou não a escape direto para jogar os decibéis e a cacofonia nas alturas:

https://www.youtube.com/watch?v=UomBBiyIr-4

São muitos os caminhões com alguma dessas irregularidades, algumas vezes com as três em um mesmo veículo, e elas só são possíveis porque alguém os modificou para assim ficarem, posto que saem das fábricas em situação regular tanto para prevenção de acidente quanto ruído de passagem. Por que são tantos?

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