Profissão de caminhoneiro é a que tem mais probabilidade de ser substituída por robôs

Países do mundo inteiro tem visto uma redução significativa nos profissionais interessados em trabalharem como motoristas de caminhão. A situação não é nova, e impactava mais os países mais desenvolvidos, mas agora essa realidade gera impactos em diversos países, mesmo em regiões mais pobres.

Somado a isso, as empresas tem tido custos cada vez mais alto para aquisição dos veículos, abastecimento, manutenção e também com direitos trabalhistas, o que tem impulsionado o investimento em tecnologias que resolvem cada problema individualmente ou todos de uma vez.

Entre as soluções mais completas para redução de custos das empresas e diminuição da falta de profissionais está a automação dos veículos comerciais. Dezenas de empresas em todo o mundo trabalham com afinco para fazer com que seja possível que caminhões sejam totalmente robóticos, resolvendo todas as situações do trânsito de forma automatizada.

E, de acordo com um artigo publicado nos Estados Unidos, esse é o segmento da indústria que tem mais facilidade para ser automatizado. O texto não é novo. A análise foi feita em 2013 por Michael Osborne e Carl Benedikt Frey, de Oxford, dizendo que a tecnologia ia escalar muito em dez anos.

E isso realmente aconteceu. Diversas empresas tem obtido resultados impressionantes, com caminhões autônomos operando no meio do tráfego pesado, realizando todas as operações necessárias para que as cargas sejam enviadas da origem ao destino com segurança.

O que ainda impacta a tecnologia é a falta de previsibilidade de algumas operações, clima, e problemas de infraestrutura, como mudanças nas rodovias por causa de obras, falta de sinalização, que os sensores e radares dos caminhões possam ler com clareza.

E, todas as operações atuais de caminhões autônomos são realizadas com um motorista de segurança dentro da cabine, ou, caso não exista um motorista lá dentro, o ambiente é muito confinado, como dentro de minas, portos e centros de distribuição.

Isso porque um humano consegue lidar, rapidamente, com qualquer ocorrência inesperada, estando, pelo menos teoricamente, preparado para enfrentar dificuldades que apareçam de forma repentina.

Um sistema autônomo, por mais desenvolvido que seja, ainda não consegue aprender sozinho, e precisa ser programado para reagir à cada uma das situações, desde uma frenagem brusca de outro veículo, problemas nas vias e mudanças climáticas.

Apesar de ainda ser uma novidade, a tecnologia autônoma traz vantagens na comparação com os caminhoneiros humanos. Entre elas, o fato do caminhão não precisar parar, a não ser que seja para abastecimento, por não precisar comer, ir no banheiro ou dormir.

Além disso, dependendo da tecnologia, o caminhão opera de forma mais suave e econômica, reduzindo custos de operação e de manutenção.

Apesar de ser a profissão mais provável para ser substituída por robôs, isso não vai acontecer tão cedo, nem tão rapidamente. Como descrito por vários modelos de análise o setor, a mudança não será feita de uma dia para o outro. E os caminhoneiros continuarão a ser importantes para o setor de transportes por muitos anos.

Pesquisadores apontam que a tecnologia vai começar a ficar popular em rotas de longas distâncias, em rodovias. Dentro das cidades, até que o caminhão saia das áreas de maior movimento de veículos, ainda será necessário que um motorista humano opere o caminhão, já que o tráfego urbano é menos previsível.

A vantagem desse tipo de uso é que o caminhoneiro poderá retornar para casa toda noite, enquanto o caminhão viaja sozinho até chegar próximo ao destino, onde outro motorista precisará assumir o trecho final da viagem.

Isso, com certeza, vai impactar o número de vagas disponíveis para caminhoneiros humanos em rotas de longas distâncias, mas deve gerar um aumento do número de vagas para entregas urbanas e viagens mais curtas.

A automação do setor de transportes deve ser impulsionada nos próximos anos, e, após 2025, possivelmente seja comum ver caminhões rodando sem motoristas por estradas de países mais desenvolvidos. E em 10 ou 15 anos, isso pode começar a ganhar mais força por todo o mundo.

Até lá, os caminhoneiros podem aproveitar para se profissionalizar, estudar e se capacitar, para estarem preparados quando o futuro chegar.

7 comentários

Macks Hoffmann 21/11/2022 - 09:14

Kkkkkkk imagina um trem desse aguardando descarga no porto de Paranaguá … Baixada santista …

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Larissa Venâncio 17/11/2022 - 11:13

Bobagem, no Canada estao desesperados correndo atras de caminhoneiro e nunca ouvi essa balela de robo. Se quiserem saber mais, segue o canal da Vovo Joana, ela fala sobre isso https://www.youtube.com/watch?v=Td5l4dRE1Ho

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Elinei Sizenando 15/11/2022 - 17:42

kkkkkkkkkk,se com motorista já acontecem roubos,imagine uma bosta dessa num desertão do nordestão!!! É só entrar na frente dele que já breca,aí é só não siar da frente. kkkkkkkkkkkkkk sem falar no tal pé de brek que vai deixar esses robos inraivados. kkkkkkkkkkkkkkk

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Willian Tcrabochek 13/09/2022 - 17:15

Então pode começara a cavar. Pode ser que não seja imediato, essa mudança vai ser gradual, primeiro em ambientes controlados, em mineração onde o ambiente é controlado, depois vai passar a ser em trechos mais sinalizados e estruturados… Quando traz economia para as empresas e com a necessidade de agilizar e baratear cada vez mais o transporte de cargas, não adianta. Sei que no Brasil não vai ser fácil quanto em outros, mesmo assim é possível.

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Rodrigo 04/10/2022 - 16:48

Irmão, Brasil num tem nem estrada….talvez daqui a cem anos talvez

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Silvio Saraiva 06/09/2022 - 20:39

Uffa achei onde comentar, no Brasil será impossível. Sou caminhoneiro e se algum dia um robô conseguir exercer a profissão de caminhoneiro aqui no Brasil eu cavo um buraco e me enterro eu mesmo.

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Euclides Teixeira 27/08/2022 - 15:42

Aqui mais um apaixonado por caminhões de mineração! Mais ainda vou voltar pro rodoviário com o meu se Deus quizer

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