Na década de 1950, a Boeing tentou produzir motores para caminhões

O projeto começou no final da década de 1940. Depois da Segunda Guerra Mundial, a fabricante de aeronaves decidiu expandir suas atividades, produzindo motores para outras aplicações, entre elas, o transporte rodoviário de cargas.
Em abril de 1950, um Kenworth equipado com uma turbina a gás de 175 cavalos de potência começou a ser testado.
Nas fotos é possível ver um caminhão a diesel convencional a direita, e, ao lado, o motor da Boeing instalado em um caminhão semelhante. A diferença de tamanho e peso são impressionantes.

Na época dos testes, a Boeing disse: “Instalada experimentalmente, a turbina da Boeing ocupa apenas 13% do espaço normalmente ocupado por um motor convencional a gasolina ou diesel de igual potência. O novo motor opera com o mesmo princípio da turbina a vapor do navio”.

Um dos testes com o caminhão incluiu uma viagem entre o Canadá e o México, mas os resultados não foram muito bons.
Na viagem, o caminhão equipado com a turbina demorou cerca de cinco horas a mais do que o modelo diesel usado para comparação. Além de muito ruído, o caminhão também consumia muito combustível, acelerava de forma mais lenta e destruía as embreagens com facilidade.

A Kenworth logo descartou o projeto, mas a Boeing seguiu investindo no aprimoramento da tecnologia até a década de 1960.
Alguns caminhões de bombeiros American-LaFrance receberam turbinas mais avançadas, mas a manutenção caríssima, dificuldade na obtenção de peças e outros problemas fizeram que os motores da Boeing fossem trocados por versões a diesel comuns.
A tecnologia poderia servir para uso em equipamentos militares, helicópteros e outros veículos, mas, para os caminhões, a receita do motor convencional, a diesel e com combustão interna, é o que servia, e segue até hoje.
