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ANTT defende soluções para descanso de caminhoneiros em audiência pública no Senado

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reafirmou seu compromisso com o aprimoramento das condições de trabalho dos motoristas profissionais ao participar da 5ª Reunião Extraordinária da Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal, realizada na manhã desta terça-feira (1º/4). Representada pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas, José Aires Amaral Filho, a ANTT enfatizou a necessidade urgente de ampliar a infraestrutura de Pontos de Parada e Descanso (PPDs), equilibrando as exigências da Lei dos Caminhoneiros (Lei 13.103/2015) com a realidade do setor.

A participação ativa da ANTT em audiências públicas reforça o compromisso da Agência com transparência, diálogo e construção coletiva de soluções para os desafios do transporte rodoviário no Brasil. Durante a audiência, Amaral destacou os avanços trazidos pela Lei 13.103/2015, como o controle do tempo máximo de direção e repouso, a exigência de exame toxicológico e regras mais rígidas para carga e descarga. No entanto, alertou para as dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros devido à falta de infraestrutura adequada nas rodovias brasileiras.

“Ao mesmo tempo que a legislação garante o direito ao descanso, precisamos olhar para a realidade do setor. Hoje, temos cerca de 796 mil transportadores cadastrados no RNTRC e aproximadamente 2,7 milhões de veículos na base. São de 5 a 6 milhões de operações de transporte por mês. Entretanto, há apenas 175 estabelecimentos credenciados como PPDs e, nas rodovias federais concedidas, apenas 8 foram entregues pela ANTT até agora, com 10 previstos para o próximo ano. Isso evidencia a necessidade de acelerar essas entregas e ampliar a responsabilidade para além do Estado, considerando também os pontos de espera nos embarcadores”, pontuou Amaral.

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A audiência pública foi marcada por um debate técnico sobre a contradição entre a legislação e a realidade das rodovias, especialmente no que diz respeito à fiscalização do tempo de direção e descanso. Caminhoneiros enfrentam dificuldades para cumprir a lei devido à escassez de locais seguros para repouso ao longo das estradas.

A ANTT reforçou a importância da Resolução 6064, de outubro de 2024, que estabelece que todas as concessões rodoviárias deverão incluir projetos e cronogramas de implantação de PPDs. Amaral explicou que todos os contratos de concessão já exigem construção de PPDs, de tal forma que todas as concessões têm que apresentar, até outubro desse ano, projetos e cronograma de implantação dos PPDS entre três e cinco anos, a depender se o ponto será mais simples ou mais complexo, quando envolve parceria público-privada.

  • Novos contratos de concessão já exigem a construção de PPDs
  • Contratos antigos terão um prazo de um ano para apresentar planos de adequação
  • A implantação deve ocorrer em até três anos, podendo chegar a cinco nos casos mais complexos

“Essa resolução é um divisor de águas e traz uma luz no fim do túnel. Ela garante que, independentemente de quando foi firmado o contrato de concessão, todas as rodovias terão que se adequar à exigência de PPDs. Isso traz previsibilidade e segurança para os transportadores e caminhoneiros”, afirmou Amaral.

Compromisso com a segurança e a valorização do transportador

A participação da ANTT nesta audiência pública reforça a postura ativa da Agência no debate sobre as condições de trabalho dos caminhoneiros, reconhecendo sua importância para a economia do país. Amaral ressaltou que a construção de PPDs deve ser vista de forma integrada, considerando não apenas as rodovias, mas também os pontos de carga e descarga nos embarcadores.

Além da ANTT, participaram do debate representantes da SENATRAN, DNIT, PRF, Ministério do Trabalho e Emprego, CNT, CNTA, CNTTT, CNTTL e outras entidades do setor, mostrando a amplitude do tema e a necessidade de soluções conjuntas.

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O Senado Federal seguirá acompanhando a implementação da Resolução 6064 e a ANTT reforçou seu compromisso em garantir que as mudanças aconteçam dentro do prazo estipulado, com impactos positivos reais para os trabalhadores do transporte rodoviário de cargas.

“Mais do que uma exigência legal, garantir locais adequados de descanso para os caminhoneiros é uma questão de segurança viária e qualidade de vida para quem movimenta o Brasil”, concluiu o superintendente da ANTT, José Aires Amaral Filho.

Com essa postura proativa e transparente, a ANTT segue se fazendo presente nos debates mais relevantes para o setor, reafirmando sua missão de garantir um transporte seguro, eficiente e justo para todos os brasileiros.

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Nascido e criado na margem de uma importante rodovia paranaense, apaixonado por caminhões e por tudo movido a diesel.

10 comentários sobre “ANTT defende soluções para descanso de caminhoneiros em audiência pública no Senado

  • Hoje não são só os caminhões q
    estão sofrendo com jornadas exaustivas as Todos os trabalhadores da linha de fretes terceirizados estão sofrendo com jornadas exaustivas carregando de madrugada e com fretes baixos q impõe q trabalhemos todos os dias exaustivamente para pagar as contas q nunca fecham .Algum órgão tinha q fiscalizar mais todos os sistemas de transporte e valorizar mais quem trabalha com entregas principalmente pra empresa alimentícias onde chegamos no mercado entregas a nf e levamos mais de 3 horas pra realizar uma entrega muitas vezes não passa de 20 cxs na maioria das vezes até menos isso tira o tempo de descanso de qualquer pessoa q trabalha independente de ser caminhoneiro ou carros pequenos principalmente os refrigerados.

  • Eu acho que deveria consultar primeiro os motoristas 11 hrs parado vai stressa cada vez mais deixa nós trabalhar sossegado

  • ANTT deveria também brigar, para que houvesse um valor mínimo e coerente do frete, levando em consideração valor dos pedágios, valor do diesel, valor dos pneus e peças de reposição. Cada dia mais esta inviável trabalhar, de meados de janeiro até
    quase final de março devido a safra, os fretes foram lá em cima, num valor onde se ti ha uma boa margem de lucro, agora como terminou a safra e os caminhões voltaram pra estrada, já caíram ao patamar que estava ano passado. Lei da oferta e da procura? Sim, blz. Mas alguém precisa nos defender pq esta cada dia mais difícil manter um caminhao e ter algum lucro com ele. Triste realidade de um país que é carregado por caminhões, e tem a classe tão desamparada.

  • Só queria pedir pra essa comissão de trasportes que colocou essas leis dê descanso qual deles que dormem 11 horas

  • É até engraçado.os esceleticimos manés em poucos minutos a pedido de alguém aprovaram e já virou lei sem um estudo.

  • eu acho q fica bom como era antes 8hr .descanso .essa nova lei n tem lógica tem q parar tudo mesmo ..

  • E as estradas que não tem pedágio. Quem vai arcar com pontos de parada

    O governo ???kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • No brasil é assim mesmo.primeiro faz o telhado e depois as paredes e o alicerce kkkk.tem regulamentação pra tudo.É mais fácil fiscalizar quem está na estrada trabalhando honestamente.

    • Uma solução qui vai leva de 3 a 5 anos pra sai do papel ,enquanto isso como fica.querem cobra do caminhoneiro o descanso mais não dão a assistência,já passo da hora dessa lei ser extinta,e volta as 8 .qui mesmo assim ainda dá trabalho pra cumprir com a falta de onde parar com segurança.

  • Sábado e domingo na estrada tem ser considerado sss horas estra quero vê quem quer tirar folga em um posto de combustível ou em outro . Folga e em casa e não no meio do mundo

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